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Arcebispo Aldo Cavalli nomeado pelo Papa visitador apostólico em Medjugorje

Em maio de 2019, o Papa Francisco autorizou que dioceses e paróquias organizem oficialmente peregrinações a Medjugorje.

Redação (29/11/2021 16:52, Gaudium Press) O Arcebispo Aldo Cavalli, até o momento núncio apostólico nos Países Baixos e representante permanente na Organização para a Proibição de Armas Químicas, foi nomeado como novo visitador apostólico em caráter especial para a Paróquia de Medjugorje, por tempo indeterminado e ad nutum Sanctae Sedis.

Dom Aldo Cavalli sucede ao Arcebispo polonês Henryk Hoser, que faleceu em 13 de agosto em Varsóvia aos 78 anos de idade, e que ocupava este cargo desde 2018. A Santa Sé já adiantou que esta é uma missão exclusivamente pastoral, e portanto, não entra na questão da veracidade ou não das aparições marianas que alguns jovens afirmam ter tido desde 24 de junho de 1981.

Dom Aldo Cavalli

Nascido no dia 18 de outubro de 1946 em Muggianico di Lecco, Lombardia, Dom Cavalli foi ordenado sacerdote em Bergamo em 1971. Completou os seus estudos na Pontifícia Academia Eclesiástica, entrando para o serviço diplomático da Santa Sé em 1979.

Nomeado núncio apostólico, foi ordenado Bispo no ano de 1996, se tornando Arcebispo titular de Vibo Valentia. Guiou as nunciaturas de São Tomé e Príncipe, Angola, Chile, Colômbia, Líbia, Malta e Países Baixos.

As aparições de Medjugorje

Bento XVI constituiu uma comissão presidida pelo Cardeal Camilo Ruini para analisar o conteúdo das aparições que ali teriam acontecido. Essa comissão produziu um relatório que afirmava que as sete primeiras aparições ali ocorridas eram verossímeis e pedia o reconhecimento do caráter sobrenatural dessas aparições.

Num voo retornando de Fátima, no dia 13 de maio de 2017, o Papa Francisco disse aos jornalistas que a Congregação para a Doutrina da Fé havia manifestado dúvidas sobre esse relatório, e que ele havia pedido que todas as informações fossem enviadas a ele para que pudesse expressar sua própria opinião.

Francisco nomeou primeiro Dom Hoser para fazer uma investigação pastoral sobre as práticas que são realizadas lá. Uma das coisas que mais impressionou o arcebispo polonês foram as muitas confissões que ali eram realizadas. (EPC)

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