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Angelus: Papa Francisco trata sobre a necessidade do descanso

“Estamos atarefados, corremos, pensamos que tudo depende de nós e, no final, corremos o risco de negligenciar Jesus e estarmos sempre nós no centro”, ressaltou o pontífice.

Cidade do Vaticano (19/07/2021 12:13, Gaudium Press) No último domingo, 18 de julho, antes de recitar a oração mariana do Angelus, que voltou a ser rezado da janela do apartamento pontifício, o Papa Francisco comentou a liturgia do XVI Domingo do Tempo Comum, refletindo sobre o descanso.

O Pontífice ressaltou que Nosso Senhor Jesus Cristo também se preocupava com o cansaço físico e interior dos seus discípulos. Essa preocupação fica evidente, quando, após ouvir os relatos de seus discípulos pelos “prodígios da pregação” durante a missão, Jesus os convida para descansar um pouco.

Risco de negligenciar Jesus e se colocar sempre no centro

Segundo Francisco, Jesus alertou sobre um perigo que também nos espreita, o de nos deixarmos cair no frenesi do fazer, cairmos na armadilha do ativismo, onde o mais importante são os resultados que obtemos e nos sentirmos protagonistas absolutos.

“Estamos atarefados, corremos, pensamos que tudo depende de nós e, no final, corremos o risco de negligenciar Jesus e estarmos sempre nós no centro. Por isso, convida os seus para repousar um pouco à parte, com Ele”, advertiu.

Esse descanso não é apenas físico, mas também do coração, pois não basta desligar, é necessário repousar de verdade. Para isso, é preciso voltar ao cerne das coisas: parar, ficar em silêncio, rezar, para não passar da correria do trabalho para a correria das férias.

A compaixão nasce da contemplação

O Papa explica ainda que, o fato de Jesus se retirar para a oração e o silêncio na intimidade com o Pai não o impede de estar atento às necessidades da multidão, e o convite dirigido aos seus discípulos, deveria acompanhar também a nós. “Aprendamos a parar, a desligar o celular, a contemplar a natureza, a regenerar-nos no diálogo com Deus”, aconselhou.

Em seguida, o Pontífice assegurou que só o coração que não se deixa levar pela pressa é capaz de se comover, isto é, de não se deixar levar por si mesmo e pelas coisas a fazer e de perceber os outros, suas feridas, suas necessidades. A compaixão nasce da contemplação.

Descanso, contemplação e compaixão

O Santo Padre ensinou ainda que, se cultivarmos o olhar contemplativo, levaremos em frente as nossas atividades sem a atitude voraz de quem quer possuir e consumir tudo; se permanecermos em contato com o Senhor e não anestesiarmos a parte mais profunda de nós, as coisas a fazer não terão o poder de nos tirar o fôlego e nos devorar.

Concluindo, Francisco exortou que “temos necessidade de uma ‘ecologia do coração’ que inclui descanso, contemplação e compaixão”. E convidou à todos para que aproveitem o tempo de verão para isso e também para que dirijam-se a Nossa Senhora, “que cultivou o silêncio, a oração e a contemplação, e sempre se move em terna compaixão por nós, seus filhos”. (EPC)

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