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“A surdez interior é pior do que a física”, assegura Papa Francisco no Angelus

O Pontífice fez comentários sobre a leitura do dia, retirada do Evangelho de São Marcos, no qual o evangelista narra a cura do surdo-mudo.

Cidade do Vaticano (06/09/2021 16:58, Gaudium Press) Durante o tradicional encontro dominical do Papa Francisco com os fiéis, por ocasião do Angelus, o Pontífice tratou sobre a leitura do dia, 5 de setembro, retirada do Evangelho de São Marcos, na qual o evangelista narra a cura do surdo-mudo.

O Pontífice aproveitou o momento para recordar que a surdez do coração é pior que a surdez física, e que podemos pedir a Jesus para tocá-la e curá-la, ao mesmo tempo que devemos aprender a parar, ouvir quem está próximo de nós e ouvir a Ele, pois Ele é a Palavra.

Cada gesto de Jesus tem um valor simbólico diferente

Chamando a atenção para a forma como Jesus realiza este milagre, Francisco destaca que em outras curas Nosso Senhor não realizou tantos gestos. “Ele afasta-se com o surdo-mudo, para fora da multidão, coloca os dedos nos seus ouvidos e com a saliva toca a língua dele, depois olha para o céu, suspira e diz: ‘Efatà’, isso é ‘Abre-te!’”, narra.

O Pontífice explica que cada um destes gestos tem um valor simbólico particular. “Ser surdo-mudo é uma doença, mas é também um símbolo. E este símbolo tem algo a dizer a todos nós. Para curar a causa do seu mal-estar, “Jesus coloca primeiro os dedos nos ouvidos, depois na boca”.

O remédio para nossa saúde espiritual

De acordo com o Santo Padre, a surdez interior é pior do que a física, pois é a surdez do coração. “Tomados pela pressa, por mil coisas a dizer e fazer, não encontramos tempo para parar e ouvir quem fala conosco. Corremos o risco de nos tornar impermeáveis ​​a tudo e de não dar espaço a quem tem necessidade de ser ouvido”, advertiu.

O remédio recomendado pelo Papa para nossa saúde espiritual é dedicarmos tempo ao Evangelho e “a cada dia um pouco de silêncio e de escuta, algumas palavras inúteis a menos e alguma palavra de Deus a mais, sempre com o Evangelho no bolso, que nos ajuda tanto”. (EPC)

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