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A ressureição de Cristo, fonte de esperança

Contra toda esperança humana, Maria Santíssima foi a única a manter a fé na ressurreição e na vitória de seu divino Filho.

Redação (18/04/2022 08:30, Gaudium Press) Aleluia! Aleluia! Aleluia! Jesus ressuscitou dos mortos! A Santa Igreja Católica está toda revestida de gáudio e de festividade. Ouve-se novamente o bimbalhar dos sinos, mudos desde a quinta-feira santa, vê-se, após cinquenta dias de paramentos roxos, o esplendor dos paramentos dourados. Tudo está revestido de alegria e de triunfo, pois comemoramos a própria razão de ser da nossa fé. Com razão dizia Tertuliano: “Somai todas as solenidades dos gentios e não chegareis aos nossos cinquenta dias de Páscoa”.[1]

De fato, todas as celebrações litúrgicas festejadas ao longo do ano giram em torno da solenidade da ressureição de Cristo.

Maria Santíssima, baluarte de esperança

Toda essa alegria e júbilo envolve também as leituras da missa: uma proclamação das boas obras operadas pelo Divino Mestre (At 10,34; 37-43); a recordação da glória futura que nos é reservada no céu, graças à redenção (Cl 3,1-4) e o salmo responsorial nos traz um cântico cheio de exultação por esse dia que o Senhor fez para nós (Sl 117).

Entretanto, deparamo-nos com um detalhe talvez pouco comentado: a ausência de dados acerca de Nossa Senhora.

Vemos a narração do que ocorreu quando Santa Maria Magdalena foi ao túmulo de Nosso Senhor. Ela, assim como as outras santas mulheres, lá foram com a esperança de conseguir, de algum modo, embalsamar o corpo sagrado de Jesus.

Todavia, não se encontrava entre elas a Mãe de Jesus. Qual era o motivo de sua ausência?

Muitos teólogos afirmam que a primeira pessoa a quem Nosso Senhor apareceu após a ressureição foi a Nossa Senhora.[2] Portanto, vê-se ao mesmo tempo a humildade de Maria Santíssima, escondida aos olhos humanos, e a sua fé, posta firmemente no cumprimento da profecia, feita tantas vezes pelo próprio Salvador, de que Ele ressurgiria ao terceiro dia pelo seu poder divino.

Assim sendo, fica patente o quanto em nenhum momento a Rainha do universo manteve o menor laivo de dúvida a respeito da ressureição, mas pelo contrário, esperava contra toda esperança. Mesmo nos momentos em que tudo parecia perdido, nas ocasiões em que os sofrimentos, pelas quais passava a sua alma, pareciam ter chegado a seu auge e que Ela desfaleceria de dor ao ver seu Filho tão amado sendo flagelado, insultado, torturado e ignominiosamente condenado a morte, e até mesmo quando a laje do túmulo era rolada diante da boca da caverna, vendo sepultado o seu corpo adorável e com ele, quiçá, as esperanças de todos os seus seguidores, mesmo assim, nessas horas tão pungentes, Ela continuou a ter fé e esperança de que afinal Ele triunfaria.

Que lição podemos tirar dessa reflexão? Uma das muitas é, sem dúvida, a de admirar e amar essa heroica atitude da Mãe de Deus, procurando imitá-la em nossa vida; tendo, ademais, uma esperança firme de que Deus vencerá.

Por Jerome Sequeira Vaz


[1] TERTULIANO. De idolatria, c. XIV: ML 1, 683.

[2] Cf. CLÁ DIAS, João Scognamíglio: Comentários aos evangelhos dominicais. O Inédito sobre os Evangelhos. Cidade de Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2012, v. 5, p. 274.

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