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A população de San Marino diz sim ao aborto

Após um referendo que ocorreu no último domingo, o pequeno país de San Marino aprovou com grande diferença a legalização do aborto.

San Marino (terça-feira 28/09/2021 16:00, Gaudium Press) Após anos de tentativa, os partidos pró-abortistas da República de San Marino levaram a cabo um  plebiscito a favor da interrupção da gravidez. A participação dos votantes chegou a 41,11%, cerca de 35.411 eleitores e a legalização foi aprovada com 77,3%. O partido que governa atualmente o país prevê um projeto de lei em alguns meses.

Até então, San Marino ao lado de países como Vaticano, Malta e Andorra proibia qualquer forma de aborto, podendo ser penalizado com até 3 anos de prisão para a mulher e 6 anos para o médico.

O referendo do passado domingo compreendia a liberação do aborto até a 12ª semana de gestação. Caso seja constatado um risco grave para a mãe ou a deformação da criança, a interrupção da gravidez pode ser realizada também após as 12 primeiras semanas.

Abortistas declaram: “É Uma vitória sobre a Igreja Católica”

Karen Pruccoli, presidente da UDS (União das mulheres de San-Marino “Unione Donne Sammarinese”) organização que levou a cabo o projeto do referendo, se alegrou com o resultado: “é a vitória de todas as mulheres de San-Marino sobre os conservadores e reacionários que acreditam que as mulheres não têm direito“ e acrescentou “ é uma vitória sobre a Igreja Católica, que foi nossa adversária, e tentou tudo para impedir o resultado”.

A associação pró vida  “Um de Nós” fez uma campanha polêmica a favor da vida e contra a realização do referendo. A associação chamada a um exame de consciência ao representar em Cartazes espalhados pela cidade retratavam um menino portador da síndrome de Down que questiona os passantes: “Eu sou uma anomalia, logo tenho menos direitos do que você? Vote não!” (FM)

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