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A beleza dos templos é importante, inclusive em tempos de isolamento

Apesar da beleza de uma liturgia digna poder inclusive compensar a feiura do que a rodeia, o ideal que se busca é o de uma verdadeira cooperação a esta beleza.

Apesar da beleza de uma liturgia digna poder inclusive compensar a feiura do que a rodeia, o ideal que se busca é o de uma verdadeira cooperação a esta beleza.

Estados Unidos – Washington (Quarta-feira, 25-03-2020, Gaudium Press) Deveríamos continuar refletindo sobre a beleza na Igreja inclusive em tempos de crise de saúde pública? É possível que a resposta seja contra-intuitiva para alguns, mas é na realidade essencial: A beleza é de enorme importância para a Liturgia, e a arquitetura sacra deve estar orientada a apoiá-la, inclusive quando os templos se encontrem fechados e as Missas devam ser transmitidas por meios audiovisuais. Neste último caso a beleza contribui para transmitir ainda mais eficazmente a sacralidade do Sacramento de um modo mais tangível.

A beleza da liturgia

“A liturgia, quando se faz bem, é bela, inclusive se é oferecida na parte traseira de um jeep militar durante a guerra. Sempre me impressionaram as fotos disto da Segunda Guerra Mundial”, comentou ao ‘National Catholic Register’ o arquiteto William Heyer, encarregado de notáveis trabalhos de arquitetura sacra entre os quais se destaca a restauração da Capela de Santo Toríbio do ‘Pontifical College Josephinum’ em Ohio.

Apesar da beleza de uma liturgia digna poder inclusive compensar a feiura do que a rodeia, o ideal que se busca é o de uma verdadeira cooperação a esta beleza. “A arquitetura verdadeiramente sagrada deve apoiar a sagrada Liturgia e, através de todas as formas e símbolos, ajudar-nos na adoração e inspirar-nos aos pensamentos e aspirações celestiais”.

Bondade, verdade e beleza

Esta dimensão do culto divino é especialmente esperançosa em tempos de dificuldade, afirmou Heyer: “Esta dinâmica é um poderoso paralelo à nossa Fé em um mundo decadente. Estamos destinados a levar a bondade, a verdade e a beleza à situações que carecem dela, ao invés de sentar-nos e esperar que tudo saia bem para que comecemos com nosso próprio trabalho”.

Esta busca não somente se limita aos grandes projetos arquitetônicos, mas se estende aos trabalhos e embelezamentos menores que contribuem para esta missão. “Cada igreja conta”, conclui o arquiteto. “Cada uma alberga o mesmo Corpo e Sangue de Cristo, pelo que cada igreja é importante como expressão da Fé”. (EPC)

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