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“A Europa não pode sobreviver se cortarmos suas raízes cristãs”, afirma Dom George Gänswein

Einsiedeln – Suíça (Terça-feira, 27-05-2014, Gaudium Press) Dom George Gänswein participou no dia 18 deste mês de uma peregrinação à Abadia de Einsiedeln, organizada pela associação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, e na qual estiveram por volta de 600 pessoas. No marco desta atividade, o prefeito da Casa Pontifícia se referiu a forma como governos e políticos europeus abordam as agressões que se fazem contra os cristãos no interior de seus territórios.dom_george_ganswein.jpg

“Só alguns poucos Estados membros da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa [OSCE] reporta sobre os casos contra os cristãos dentro de suas fronteiras, enquanto que a discriminação contra outros grupos sociais se reportam regularmente”, disse Dom Gänswein.

O Arcebispo assinalou que é certo que o informe da OSCE sobre os crimes de ódio deixa claro que os cristãos “são muitas vezes alvo” de crimes de ódio. Mencionou que o informe de 2012 do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa encontrou que, de 285 crimes contra a religião na Suécia, 250 foram cometidos contra cristãos.

Entretanto, o prelado ressaltou que enquanto atos contra muçulmanos ou atos antissemíticos são “justamente denunciados pela mídia e os políticos”, o mesmo não ocorre quando símbolos cristãos são objeto de burla ou sátira blasfema na arena pública, algo que seria “inconcebível” em relação a outros grupos.

Dom Gänswein se referiu particularmente a atos vandálicos contra igrejas e símbolos cristãos na Itália, Alemanha, Áustria e Hungria, e a discriminação laboral contra este segmento no Reino Unido e Noruega.

O Arcebispo culpou dessa realidade a um secularismo militante que tem se desenvolvido na Europa, que tem como objetivo “silenciar aos cristãos” e “marginalizar a religião e a família como fundamento da sociedade, o que é uma das principais preocupações da Igreja”.

O prelado assinalou que a “Europa não pode sobreviver se cortarmos suas raízes cristãs, que são sua alma”. (GPE/EPC)

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