"João XXIII e João Paulo II são hoje para a humanidade dois grandes luminares", afirma o arcebispo de Londrina
Londrina – Paraná (Terça-Feira, 29/04/2014, Gaudium Press) “Dois novos santos no Domingo da Misericórdia” é o título do artigo de dom Anuar Battisti, arcebispo de Londrina, no Estado do Paraná, em que ele lembra que o papa Francisco no retorno do Rio de Janeiro a Roma, revelou aos jornalistas que ainda não havia sido decidida a data em que se celebraria a cerimônia de canonização de seus antecessores João Paulo II e João XXIII, mas adiantou que poderia ser na Solenidade de Cristo Rei, em novembro, ou no Domingo da Misericórdia, em abril.
O prelado explica que em setembro deste ano o pontífice anunciou oficialmente o dia 27 de abril. Segundo dom Anuar, no último domingo mais de 5 milhões de peregrinos estiveram na cidade eterna para acompanhar essa cerimônia de canonização, cujo grito se ouviu naquele dia do sepultamento de João Paulo II: “Santo já”.
Dom Anuar ainda recorda que ao ser consultado sobre o modelo de santidade que para ele representam os dois Pontífices, o papa Francisco assegurou que João Paulo II “foi um grande visionário da Igreja, um homem que levou o Evangelho a todos. É um São Paulo. Um grande. Fazer a cerimônia de canonização junta é uma mensagem à Igreja: estes dois são bons”.
Já sobre o Papa João XXIII, chamado o Papa Bom, Francisco considerou que “João XXIII é um pouco a figura do padre do povo. O padre que ama cada um de seus fiéis e sabe cuidar de seus fiéis. E isto o fez como arcebispo, como núncio. É um padre do povo e com um senso de humor muito grande e uma grande santidade”.
O Papa ressaltou que quando Dom Angelo Giusseppe Roncalli – logo João XXIII – era núncio, “alguns não gostavam muito dele no Vaticano e quando chegava para levar coisas ou pedir alguma coisa nos escritórios, faziam-no esperar. Nunca se queixava. Rezava o terço, lia o breviário. Era um homem humilde. E também alguém que se preocupava com os pobres”.
Além disso, relatou que “uma vez, o cardeal Casaroli voltou de uma missão, acho que na Turquia ou na antiga Checoslováquia e foi vê-lo para informar-lhe da missão, naqueles tempos da diplomacia de pequenos passos. Quando Casaroli foi embora, parou-o e lhe disse: excelência, uma pergunta: você continua indo visitar aqueles jovens presos na prisão de menores de Casal del Marmo? O cardeal lhe disse que sim e João XXIII lhe pediu: não os abandone nunca”.
Por fim, o arcebispo de Londrina salienta que João XXIII e João Paulo II são hoje para a humanidade dois grandes luminares, sinais da infinita misericórdia. Ele avalia que foi por isso que o Papa Francisco escolheu esse domingo, pois o próprio Papa João Paulo II foi o criador desse dia dedicado a recordar que Deus é Divina e permanente Misericórdia.
Santa Faustina Kowalska afirmava que a humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar com confiança para a Misericórdia Divina. “Obrigado Senhor, por nos dar hoje esses dois exemplos de apóstolos santos, que nos animam também a sermos santos, com os pés no chão e o olhar na eternidade. São João Paulo II e São João XXIII, rogai a Deus por nós”, conclui dom Anuar. (FB)





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