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Significado da Cerimônia de Quarta-Feira de Cinzas

O significado da cerimônia de imposição das cinzas é indicado pela Igreja nas orações recitadas por seus ministros.

Redação (16/02/2021 16:30, Gaudium Press) O tempo da Quaresma, período litúrgico que precede a Páscoa do Senhor, é iniciado com a Quarta-Feira de Cinzas. Durante este período, os fiéis são convidados à conversão.

O significado da cerimônia de imposição das cinzas é indicado pela Igreja nas orações recitadas por seus ministros: “Ó Deus, que não quereis a morte do pecador mas a sua conversão, escutai com bondade as nossas preces e dignai-vos abençoar estas cinzas que vamos colocar sobre as nossas cabeças. E assim reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova à semelhança do Cristo ressuscitado”.

As cinzas ao longo da História

Já no Antigo Testamento os homens cobriam-se de cinzas para exprimir sua dor e humilhação. Nos primeiros séculos da Igreja os penitentes públicos apresentavam-se nesse dia ao bispo ou penitenciário: pediam perdão revestidos de um saco, e como sinal de sua contrição cobriam a cabeça de cinzas.

Mas como todos os homens são pecadores, diz Santo Agostinho, essa cerimônia estendeu-se a todos os fiéis, para lhes recordar o preceito da penitência. Não havia exceção alguma: pontífices, bispos, sacerdotes, reis, almas inocentes, todos se submetiam a essa humilhante expressão de arrependimento.

O Jejum e a penitência

A Igreja sempre admoestou os fiéis a não se contentarem com sinais externos de penitência, mas a lhe beberem o espírito e os sentimentos. Jejuemos, diz ela, como o Senhor deseja, mas acompanhemos o jejum com lágrimas de arrependimento, prosternando-nos diante de Deus e deplorando a nossa ingratidão na amargura dos nossos corações.

Mas essa contrição, para ser proveitosa, deve ser acompanhada de confiança. Por isso a Igreja sempre nos lembra que nosso Deus é cheio de bondade e misericórdia, sempre pronto a perdoar-nos, o que é um forte motivo para esperarmos firmemente a remissão das nossas faltas, se delas nos arrependermos. Deus não despreza jamais um coração contrito e humilhado.

Um convite à confiança em Deus

A liturgia termina exortando-nos a tomarmos generosas resoluções confiando em Deus: “Pecamos, Senhor, porque nos esquecemos de vós. Voltemo-nos logo para o bem, sem esperar que a morte chegue e que já não haja tempo. Ouvi-nos, Senhor, tende piedade, porque pecamos contra vós. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória do vosso nome libertai-nos”. O pensamento da morte convida-nos ainda a viver mais santamente, e quão eficaz é essa recordação! (EPC)

Da Redação, baseado em “Quarta-Feira de Cinzas” in “Meditações para todos os dias do ano”. Pe. Luís Bronchain CSSR, Petrópolis, Editora Vozes, 1949 (2ª edição em português, pag. 132-134).

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