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O trono de São Pedro

São Pedro o primeiro Papa, do alto de sua cátedra pregava aos primeiros cristãos nas catacumbas. Esse trono segue sendo venerado por cristãos do mundo inteiro.

Redação (22/02/2021 09:30, Gaudium Press) Milhares de pessoas acorrem todos os anos a Roma a fim de venerar o trono de um dos homens mais poderosos que já existiu.

Não, não estou falando do trono de Nero, que era todo feito de marfim. Nem do trono de ouro de um dos césares. Não, absolutamente.

São Pedro: Príncipe dos Apóstolos

Esse trono era de um simples pescador que após ter sido convidado por seu irmão para conhecer o Messias, teve seu nome mudado pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, de Simão, para Cefas, que significa Pedra (Jo 1, 46), pois sobre ele seria construída a Sua Igreja.

Ele não possuía sangue nobre, mas recebeu do próprio Deus o título de príncipe dos Apóstolos.

A Cátedra de Pedro

São Pedro o primeiro Papa, do alto de sua cátedra pregava aos primeiros cristãos nas catacumbas. Mais tarde, após o término das perseguições à Igreja, o trono de Pedro foi transladado das catacumbas para a Basílica Constantiniana de Latrão.

Durante um período da história, os Papas sentavam-se nele no dia de sua coroação e nas solenidades da Páscoa e do Natal. Por receio de que se pudesse perder esta relíquia tão preciosa, cobriram-na de bronze e a colocaram no fundo da Basílica do Vaticano, coroada com a tiara, rodeada de anjos e ligeiramente sustentada pelas mãos de quatro doutores da Igreja: Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, Santo Atanásio e Santo Agostinho. Estas colossais imagens são feitas de bronze dourado.

Prova da imortalidade da Igreja Católica

Aonde foram parar os tronos dos césares que dominaram e subjulgaram o mundo durante sua existência? Talvez seja possível encontrá-las em algum museu empoeirado, esquecido (se é que ainda existem).

Já o trono daquele que foi perseguido por amor à justiça permanece até hoje sendo venerado por cristãos do mundo inteiro. Esta é uma prova da imortalidade da Igreja Católica. Na festa da Cátedra de Pedro, é bom recordar essas situações que a história registra.

Por Emílio Portugal Coutinho.

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