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Bento XVI destaca Malta como exemplo de respeito aos valores cristãos

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Em seu discurso, Papa também recordou o encontro que teve com jovens, em Malta

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 22-04-2010, Gaudium Press) Na catequese de sua audiência geral semanal realizada nesta quarta-feira no Vaticano, o Papa Bento XVI abordou sua recente viagem apostólica a Malta, e as reflexões que tirou dessa visita. A viagem aconteceu nos últimos dias 17 e 18 de abril, por ocasião dos 1950 anos do naufrágio de São Paulo na ilha.

Em seu discurso, Bento XVI recordou como o país decidiu “se manter firme no respeito pela vida nascitura e pela sacralidade do matrimônio, decidindo não introduzir o aborto nem o divórcio” em suas leis.

“Se Malta dá a sensação de uma grande família, não é preciso pensar que, por causa de sua formação geográfica, seja uma sociedade ‘isolada do mundo'”, prosseguiu o Papa, destacando a sociedade maltesa como um exemplo para as outras sociedades modernas. A fé dos malteses é “fervorosa e sólida” e influenciou a vida social e política do país, onde o ordenamento jurídico não reconhece o divórcio e o aborto, ressaltou com satisfação o Papa.

De forma particular, Bento XVI recordou também o encontro que teve com jovens locais, classificando-o de “uma experiência extraordinária, única”. O Papa diz tê-los encorajado a descobrir a beleza do amor de Deus que lhes foi dado por Jesus Cristo e a serem vencedores justamente nas provações e tribulações, a não ter medo das “tempestades da vida e nem dos naufrágios”.

Bento XVI falou ainda do problema da imigração em Malta – o país é rota de imigrantes vindos da África e do Oriente Médio para a Europa -, que se expressa no plano humanitário, político e jurídico e que, segundo ele, requer “soluções não fáceis, mas que devem ser buscadas com perseverança e tenacidade, organizando intervenções em âmbito internacional”.

Sobre seu encontro com um grupo de vítimas de abusos sexuais cometidos por padres católicos, ocorrido na nunciatura apostólica no país, o Papa disse ter “dividido com cada um o sofrimento e, com comoção, pregado com eles, assegurando a ação da Igreja”.

Como sempre numerosos, os peregrinos na Praça São Pedro eram cerca de 15 mil, vindos de diversas partes do mundo. Estiveram presentes os participantes do Congresso internacional “La Iglesia catolica y las Independencias de America” e quatro grupos do Brasil. A estes, o Santo Padre dirigiu uma saudação em língua portuguesa:

“Amados peregrinos brasileiros de Curitiba e do Estado de São Paulo, quis partilhar convosco esta experiência que vivi com a Igreja de Malta e Gozo, na esperança de contar com a vossa oração e solidariedade por eles. Assim me ajudareis a levar o peso da missão que o Senhor há cinco anos me confiou. Nesta comunhão de sentimentos, vos agradeço e formulo votos de felicidades para vossas famílias e comunidades cristãs, e a todos abençoo”.

 

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