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A pandemia do cólera e a Medalha Milagrosa

Redação (Sexta-feira, 13-03-2020, Gaudium Press) Diante da nova pandemia do coronavírus, começam a circular cada vez mais as informações que dão conta das ajudas celestiais contra as enfermidades humanas no passado.

Corria o ano de 1832, e depois de farta insistência do céu e da Santa Catarina Labouré, a medalha milagrosa começou a ser distribuída com profusão, impulsionada também pela epidemia de cólera que assolou Paris nesse então. 20 mil pessoas ali morreriam por causa da terrível enfermidade, de cujo tratamento pouco se sabia.

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Nesse século, a pandemia de cólera havia se originado no delta do Ganges, na Índia. Mas desde então seis pandemias de cólera mataram milhões de pessoas nos cinco continentes.

A medida que ia se distribuindo a medalha, os milagres obtidos pela intercessão da Virgem da “medalha milagrosa” também iam se multiplicando. O apelido de ‘milagrosa’ foi dado pelo povo fiel, que via, entre outras coisas como a medalha que as Filhas da Caridade estavam distribuindo, operava prodígios contra a cólera, que somente podiam ser qualificados como milagrosos.

A progressão da difusão da medalha foi ‘geométrica’. Em junho de 1832 se distribuíam as primeiras 2 mil. No outono de 1834 já havia se difundido mais de meio milhão, em 1835 um milhão e 1839 havia mais de 10 milhões de medalhas circulando em muitos lugares. Se afirma que quando Santa Catarina morreu, em 1876, já haviam se difundido mais de mil milhões de medalhas milagrosas, a de Nossa Senhora das Graças.

A história registra -entre muitos- o caso da pequena Caroline Nenain, de apenas oito anos, que assistia aulas na escola da praça do Louvre. Ela era a única de sua classe que não portava a medalha milagrosa, e a única que se viu infectada pelo cólera. No entanto, após receber a medalha, foi curada e pode voltar aos seus estudos.

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Se fazia então mais que realidade o que havia anunciado Nossa Senhora à própria Irmã Catarina: “Faça que se cunhe a medalha segundo este modelo. Todos que a levarem posta receberão grandes graças. As graças serão mais abundantes para os que a levarem com confiança”.

Relata o Padre Aladel, confessor de Santa Catarina e autor de “Notícia da Medalha Milagrosa” que “o Ilustríssimo Sr. de Quilen [ndr. Arcebispo de Paris] nos disse várias vezes que a havia dado [a medalha] a muitos enfermos, a cujo leito lhe havia conduzido sua ardente caridade, e sempre com feliz resultado. Mas não satisfeita ainda sua piedade, fez publicar estas maravilhas em uma Pastoral que dirigiu aos seus diocesanos no dia 15 de dezembro de 1836, por ocasião de consagrar-se a igreja paroquial de Nossa Senhora de Loreto, em Paris. ‘temos -disse nela- o consolo de fazê-los saber e desejamos que se saiba até nos últimos confins do orbe católico, como esta devoção criou raízes profundas em nossa Diocese, e a cada dia se robustece e aumenta prodigiosamente pelos enfermos que por ela recobram a saúde, e como as graças e favores se multiplicam a medida que entre nós se acode a terna piedade de Maria concebida sem pecado”.

A Virgem estava curando os corpos e as almas. E segue fazendo. (EPC)

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