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Pedir a Deus a graça de ter sempre sede de justiça, recomenda Papa na Audiência Geral

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 11-03-2020, Gaudium Press) Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 11/03, que foi realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico, o Papa Francisco disse em certo momento de sua catequese:

“Que o Senhor nos dê esta graça, de ter esta sede de justiça, que é a vontade de encontrar, de ver Deus e de fazer o bem aos outros”.

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A Audiência Geral desta Quarta-feira foi realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico.
Foto: Arquivo Gaudium Press

A Audiência e a transmissão

A Audiência foi transmitida ao vivo pelo portal do Vatican News e pelas redes sociais, como de costume, com os locutores lendo em várias línguas o salmo inicial e o resumo da catequese, ao final.

Desta vez, na Praça São Pedro interditada, nem os telões que lá são colocadas estavam ligados.
Na Biblioteca havia pouca gente, sem fiéis, sem peregrinos, sem abraços e afagos nas crianças, como costuma acontecer.

As injustiças ferem a humanidade

Francisco continuou o ciclo que vem desenvolvendo nas quartas-feiras quando vem tratando das Bem-Aventuranças.
Desta vez o Papa tratou da quarta delas: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”

Fome e sede de justiça…

Francisco recordou que fome e sede são necessidades primárias, dizem respeito à sobrevivência.
Porém, fome e sede de justiça, lembrou ele, falam de outra exigência vital e não se trata de vingança:

“Certamente, as injustiças ferem a humanidade; a sociedade humana tem urgência de equidade, de verdade e de justiça social; recordam que o mal sofrido pelas mulheres e pelos homens do mundo chega até o coração do Pai. Qual pai não sofreria pela dor dos seus filhos?”

O Pontífice deu prosseguimento a suas palavras afirmando que a fome e a sede de justiça de que fala o Senhor é mais profunda do que a legítima necessidade de justiça humana que todo homem carrega em seu coração.

O Papa recorda que no próprio “sermão da montanha”, Jesus fala de uma justiça maior do que o direito humano, quando disse: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mt 5,20).
É a justiça que vem de Deus (cfr 1 Cor 1,30).

Verdade: a maior Justiça que se pode dar

Nas Escrituras, há uma sede ainda mais profunda do que a sede física, disse Francisco, como diz o Salmo 63, a nossa alma tem sede de Deus, como terra deserta, árida, sem água:

“Em todo coração, até mesmo na pessoa mais corrupta e distante do bem, está escondido um anseio rumo à luz, mesmo se sob os escombros de enganos e erros, há sempre a sede de verdade e de bem, que é a sede de Deus. É o Espírito Santo que suscita esta sede.”

E é por isso que a Igreja é enviada a anunciar a todos a Palavra de Deus, porque o Evangelho de Jesus Cristo é a maior justiça que se possa oferecer ao coração da humanidade, que é uma sua necessidade vital, mesmo que não perceba.

Sede que não será desiludida

Para concluir sua catequese de hoje, Francisco diz que nesta bem-aventurança, Jesus anuncia que há uma sede que não será desiludida, porque corresponde ao coração próprio de Deus e à semente que o Espírito Santo semeou em nossos corações.

E encerra a Audiência pedindo:

“Que o Senhor nos dê esta graça, de ter esta sede de justiça, que é a vontade de encontrar, de ver Deus e de fazer o bem aos outros.” (JSG)

 

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