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Governo comunista na China encobre perseguição religiosa

China – Pequim (Quinta-feira, 30-01-2020, Gaudium Press) Um fato de perseguição na China que gerou impacto na opinião pública católica serve como exemplo da atitude das autoridades diante das denúncias: eliminar as evidências, bloquear as comunicações e reprimir os que denunciam a perseguição. Os fatos foram denunciados pela revista especializada ‘Bitter Winter’, que deu seguimento aos fatos registrados anteriormente e pode dar conta das manobras de encobrimento.

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A primeira notícia analisada foi a do templo católico de Ji’an, onde foram retiradas as imagens religiosas para substituí-las com uma foto do Presidente Xi Jinpig. Após a publicação da denúncia, funcionários locais ingressaram no templo durante a madrugada e retiraram os materiais de propaganda política, assim como o anúncio no qual se proibia o ingresso de menores de idade ao templo. Um funcionário local confirmou ao Bitter Winter que a decisão foi tomada pelos relatórios do fato no estrangeiro. Outro templo reportado nesse mesmo meio por ter sido convertido em um centro de culto aos governantes, o qual originalmente era de confissão taoísta, foi demolido completamente com o fim de destruir as evidências do sucedido.

Outra manobra de encobrimento empregada é o do controle da informação e o bloqueio de comunicações. O Partido Comunista implementou um fortalecimento da confidencialidade de seus documentos com severas penas aos que filtrem a informação. Um dos informantes de ‘Bitter Winter’ confirmou que as autoridades bloqueiam a Internet e desabilitam os serviços de VPN para evitar que a informação chegue ao exterior, enquanto que severas penas de prisão fazem duvidar aos cristãos sobre a possibilidade de convocar o apoio da comunidade internacional: “Eles temem que ao contactar os meios de comunicação estrangeiros e ativistas de direitos humanos, sejam acusados e castigados por ‘subversão do poder do estado’, ‘cooperação em infiltração estrangeira’ ou ‘conluio com forças estrangeiras'”.

“As pessoas deveriam colocar-se de pé e falar para defender suas liberdades religiosas e não deveria permitir que o governo faça o que queira”, indicou a fonte anônima. “Os grupos religiosos que se livraram de duras perseguições não devem guardar silêncio. Também poderiam ser desintegrados e fechados pelo governo um após outro”. (EPC)

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