A revelação dos principais mistérios de nossa Fé
A leitura do Evangelho deste 2º Domingo do Tempo Comum nos ajuda a recordar dois mistérios, o da Santíssima Trindade e o da Encarnação, e a eles elevar nossas almas.

Santíssima Trindade – Museu de Arte Hyacinthe Rigaud, Perpignan (França) Foto: Francisco Lecaros
Redação (17/01/2026 19:56, Gaudium Press) Narra o Discípulo Amado que, ao ver Jesus aproximar-Se, São João Batista disse a seus discípulos, cheio de júbilo interior: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). E em seguida ele declarou: “Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim” (Jo 1, 30).
Vemos nessas palavras do Precursor uma manifestação da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois, por um lado, Ele vem perdoar os pecados – e para o povo hebreu de então estava claro que só Deus o pode fazer – e, por outro, existe desde toda a eternidade, noção de difícil compreensão para nossa mentalidade cronológica.
Essas considerações nos ajudam a adestrar e a crescer em nossa fé.
No trecho seguinte, o Batista nos revela o mistério da Santíssima Trindade – pelo qual afirmamos que existe um só Deus em Três Pessoas – e o da Encarnação, os dois maiores mistérios de nossa santa religião. Não os compreendemos pela simples razão, sem o auxílio sobrenatural da fé, por meio da qual cremos nessas sublimes verdades. Se elas não tivessem sido reveladas, jamais conseguiríamos conhecê-las.
Eis as palavras com que o Evangelho de São João apresenta essa revelação: “Aquele que me enviou a batizar com água [o Pai] me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito [o Espírito Santo] descer e permanecer, este é quem batiza no Espírito Santo’. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus [o Filho]” (1, 33-34).
Quanta maravilha o Precursor presenciou e compreendeu! Mas esse mistério – se formos fiéis a Deus, correspondermos à graça e nos salvarmos –, nós também poderemos contemplá-Lo por toda a eternidade.
Há entre as Três Pessoas da Santíssima Trindade uma relação que constitui a própria vida eterna de Deus, tão extraordinária, elevada e rica que dela não conseguimos fazer uma ideia: “Os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou” (I Cor 2, 9). Contudo, pela graça podemos participar dessa vida divina já durante nossa existência terrena, perseverando no caminho da Fé e na prática da virtude, até que ela desabroche em plenitude, por todo o sempre, no Céu.
A leitura do Evangelho do 2º Domingo do Tempo Comum nos ajuda a recordar esses eminentíssimos mistérios e a eles elevar nossas almas.
Esforcemo-nos, durante nossa peregrinação terrena, em zelar por nossa fé, viver em coerência com ela, alimentá-la devidamente com a oração e os Sacramentos, para sermos merecedores da eterna bem-aventurança, onde veremos face a face o Deus uno e trino.
Artigo extraído da Revista Arautos do Evangelho, janeiro 2026. Por Pe. Ricardo Alberto del Campo Besa, EP





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