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Encerrado no Paquistão o "Ano da Eucaristia"

Karachi – Paquistão (Quinta-feira, 29-11-2018, Gaudium Press) No Paquistão, a Igreja Católica dedicou um ano inteiro à Eucaristia.

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O “Ano da Eucaristia” foi aberto solenemente na Catedral de São Patrício, em Karachi, no dia 25 de novembro de 2017 e encerrou-se no último dia 25.

Foram doze meses de reflexões, catequeses e conferências sobre o Pão da Vida.
Isso propiciou à pequena Igreja paquistanesa, perseguida e sofrida, “crescer no amor pelo Sacrifício Eucarístico, fonte e ápice da vida cristã”.

Comovido, o Pe. David Jonh, sacerdote da Diocese de Islamabad, recordou que “O Ano da Eucaristia” foi vivido com grande fervor e entusiasmo tanto pelos religiosos quanto pelos fiéis. Cada um fazendo a sua parte”.

Fonte de Plenitude e Alegria

O Ano da Eucaristia” será fonte de plenitude e de alegria, diz o Pe. John, que se diz convicto de que os frutos não tardarão a surgir.

E isto ele afirma apesar do ataque contínuo contra os cristãos e das grandes dificuldades em que se encontra o país asiático:

“Os bispos paquistaneses desejam vários frutos, ligados às diferentes situações em que o país se encontra: da situação social à religiosa, sem esquecer a situação econômica. Todos os dias nossa pequena comunidade deve enfrentar desafios complexos, mas estou certo de que o “Ano da Eucaristia” que vivemos será fonte de plenitude e alegria”, diz o sacerdote.

Eucaristia: fonte de força nas dificuldades

Devido às dificuldades e perseguições pelas quais passa o pequeno Povo de Deus paquistanês, a comunidade católica do país pode redescobrir, neste “Ano da Eucaristia”, a força para enfrentar as violências, as arbitrariedades e as injustiças às quais é sistematicamente submetida:

“Para fazer tudo isso, a Eucaristia nos dá a verdadeira coragem. Diante da violência devemos ter uma atitude eucarística: não responder com o mal, mas confiando a Deus nosso sofrimento e rezando pela paz”, diz ainda o sacerdote.

Esperança, apesar da Situação sempre difícil para a Igreja…

“Aumentaram as perseguições e a liberdade religiosa sofre restrições”. Ultimamente, a situação da Igreja no Paquistão piorou, denuncia o Pe. David Jonh, que, antes de encerrar, afirma:

“A Igreja é muito perseguida. Os cristãos sofrem em silêncio.
Não podemos elevar a voz contra as injustiças e, por conseguinte, precisamos de alguém que se torne nossa voz para dizer ao mundo que os cristãos no Paquistão necessitam de ajuda.
Este Ano Eucarístico ofereceu a toda a comunidade cristã oportunidade para demonstrar ser sal e luz em nosso país”. (JSG)

 

 

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