Vaticano: Barreiras antiprofanação são instaladas no altar na Basílica de São Pedro
Esta medida tornou-se necessária após repetidas intrusões de indivíduos não autorizados na área ao redor do altar, que resultaram em atos de vandalismo e sacrilégio.
Cidade do Vaticano (20/03/2026 09:40, Gaudium Press) A Fábrica de São Pedro instalou barreiras antiprofanação ao redor do altar da Confissão de Pedro, localizado na Basílica Vaticana, impedindo que os visitantes se aproximem demais do altar. A iniciativa acontece em resposta ao aumento na frequência de ataques e profanações contra templos católicos em todo o mundo, inclusive no Vaticano.
Estrutura será removida durante as celebrações litúrgicas
As barreiras, que só serão removidas durante as celebrações litúrgicas, são feitas de painéis de policarbonato transparente e foram projetadas para garantir o mínimo impacto visual, respeitando plenamente o entorno monumental, artístico e arquitetônico da Basílica. As bases são totalmente visíveis, porém os painéis transparentes são mantidos cuidadosamente limpos, sendo necessário olhar com atenção para percebê-los.
Através de um comunicado, a Fábrica de São Pedro, órgão do Vaticano responsável pela administração da Basílica, explicou que a “solução adotada é completamente reversível e independente, não necessitando de ancoragem em estruturas existentes”. Ou seja, não se trata de uma instalação de proteção fixa, mas sim de uma estrutura que pode ser removida de forma fácil e rápida sempre que necessário.
Três casos de profanação nos últimos dois anos
A instalação destas novas barreiras se somam a outras medidas de segurança na Basílica papal, tais como guardas de segurança e pontos de controle de entrada. Justificando a atitude tomada, o Vaticano ressaltou que “esta medida tornou-se necessária após repetidas intrusões de indivíduos não autorizados na área ao redor do altar, que resultaram em atos de vandalismo e sacrilégio”.
No ano passado, foram registrados dois atos de profanação no Altar da Confissão. Em fevereiro, um homem subiu no altar e atirou ao chão seis castiçais que ali estavam colocados. Já em outubro, um outro homem urinou no altar. Em 2023, um cidadão polonês subiu no altar principal da Basílica de São Pedro parcialmente despido com uma mensagem de apoio à Ucrânia escrita em suas costas.
Ritos penitenciais em reparação pelas profanações
O Vaticano teve que celebrar ritos penitenciais como reparação pela profanação do lugar sagrado após dois desses três casos. De acordo com o Cerimonial dos Bispos uma igreja gravemente profanada não pode ser usada para culto até que seja celebrado um rito de reconciliação, um ato solene que cabe ao Bispo diocesano ou, no caso da Basílica Vaticana, ao seu Arcipreste como Vigário do Papa.
“Uma igreja é profanada se nela forem cometidos atos gravemente lesivos que escandalizem os fiéis e que, no juízo do ordinário local, sejam tão graves e contrários à santidade do lugar que não seja mais lícito praticar o culto nela até que a ofensa seja reparada por um rito penitencial”, define o documento. Com a instalação dessas barreiras, espera-se que as profanações na Basílica não se repitam. (EPC)







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