Ucrânia: Catolicismo desaparece nas regiões ocupadas pela Rússia
Segundo o Arcebispo Maior da Ucrânia, não há um único sacerdote católico nos territórios ocupados.

Mons. Schevchuk, Arcebispo Maior da Ucrânia
Redação (29/01/2026 09:37, Gaudium Press) Em uma reportagem muito preocupante, publicada no dia 26, o prestigioso meio de comunicação católico americano National Catholic Register traz a manchete “Forças russas estão liquidando a Igreja Católica na Ucrânia ocupada” (Russian Forces Are Liquidating the Catholic Church in Occupied Ukraine).
Trata-se de um relatório elaborado por Colby Barret e Steven Moore, que estiveram na linha de frente do conflito e se depararam com fatos e estatísticas “horríveis”. “Descobrimos que as tropas russas não buscam apenas destruir a identidade ucraniana. A Rússia tem travado uma campanha para erradicar a fé”, denunciam sem rodeios.
“As estatísticas são assustadoras. A Rússia assassinou 52 líderes religiosos, destruiu ou danificou mais de 650 igrejas e procurou erradicar ou reprimir os grupos religiosos aos quais se opõe. Na Ucrânia ocupada pela Rússia, nenhum grupo religioso, exceto os afiliados à Igreja Ortodoxa Russa, alinhada com o Kremlin, está a salvo. Pessoas de fé se tornaram mártires”, afirmam.
Mas, nessa perseguição generalizada à fé, “os ataques contra os católicos têm sido particularmente severos”. “Os católicos ucranianos foram atacados, silenciados e expulsos ou relegados à clandestinidade nos territórios ocupados pela Rússia”.
Em 2019, havia cerca de 5 milhões de católicos na Ucrânia.
“Hoje, segundo o arcebispo maior Sviatoslav Shevchuk, não resta um único sacerdote católico nos territórios ocupados. A Rússia proibiu formalmente a Igreja greco-católica ucraniana e organizações católicas como os Cavaleiros de Colombo de operar nessas áreas. Igrejas católicas em Mariupol, Maryinka, Volnovakha e Lysychansk foram destruídas, enquanto os sacerdotes que se recusaram a abandonar suas paróquias sofreram tortura e abusos. A Rússia também atacou cidades distantes de suas fronteiras com a Ucrânia, incluindo Lviv, o centro do catolicismo na Ucrânia. Em setembro passado, conhecemos um católico que perdeu sua esposa e três filhas em um ataque com mísseis hipersônicos russos.
Para esses autores, a perseguição a denominações religiosas alheias à Igreja Ortodoxa Russa, particularmente os católicos, não é “uma nota de rodapé da guerra, mas um objetivo central da campanha russa”.





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