Todas as Portas Santas do Jubileu da Esperança foram seladas
Segundo Monsenhor Orazio Pepe, Secretário da Obra de São Pedro, “este momento é especial porque é, na verdade, o ato final do encerramento do Ano Santo”.
Cidade do Vaticano (19/01/2026 14:12, Gaudium Press) Na última sexta-feira, 16 de janeiro, a Porta Santa da Basílica de São Pedro foi selada. A cerimônia solene foi presidida pelo Cardeal Mauro Gambetti, Arcipreste da Basílica Vaticana, e o Arcebispo Diego Giovanni Ravelli, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Eles rezaram pelos milhões de peregrinos que passaram por ali durante o Jubileu da Esperança de 2025, a fim de receberem a graça de Deus e uma indulgência plenária.
Momento especial: ato final do encerramento do Ano Santo
Monsenhor Orazio Pepe, Secretário da Obra de São Pedro, em entrevista ao Vatican News, explicou que “este momento é especial porque é, na verdade, o ato final do encerramento do Ano Santo: o selamento da Porta Santa, pelo lado de dentro da Basílica. A porta externa — a de bronze — já havia sido fechada pelo Santo Padre em 6 de janeiro. Agora, isto representa um segundo momento: o emparedamento a partir do interior da Basílica”.
Segundo ele, este rito não é apenas técnico, mas é também um momento de oração, pois a Porta Santa é uma realidade espiritual, um lugar onde os fiéis têm uma experiência de Deus, mesmo ao passar por esta porta.
Muro duplo erguido junto à porta de bronze
O muro construído é duplo: a primeira parede de gesso é erguida bem junto à porta de bronze; a segunda, de alvenaria, é composta por 3.200 tijolos com o Ano do Jubileu e o logotipo da Congregação de São Pedro. No centro desta parede há um pequeno nicho onde é colocada uma caixa no momento do encerramento definitivo da cerimônia. A caixa contém: as chaves da porta de bronze; a escritura de encerramento; as medalhas do pontificado atual; rosários abençoados pelo Papa; algumas moedas e medalhas deste pontificado; e também quatro tijolos dourados que a Basílica, por intermédio do Arcipreste, relega à história e que serão retirados novamente na reabertura do próximo Jubileu.
A cerimônia foi conduzida pelo Escritório das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Houve um momento de oração presidido pelo Cardeal Arquipreste, na presença do Mestre de Cerimônias Papais, Dom Ravelli, e dos demais oficiais cerimoniais que conduziram a celebração. Foram recitadas uma oração e uma invocação, com referência ao significado da porta e à graça de Deus que passa por este lugar. Logo depois, a caixa feita de madeira e chumbo foi emparedada, tendo sido selada com os itens mencionados acima e colocada neste nicho da parede, que será reaberto quando o próximo Jubileu acontecer. (EPC)







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