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São Policarpo: Padre Apostólico e discípulo de São João Evangelista

São Policarpo tinha grande autoridade entre os cristãos por ter sido formado por São João Evangelista. Ele dirigiu-se a Roma com a finalidade de combater os hereges que lá existiam e dissipar seus erros.

Redação (23/02/2021 09:11, Gaudium Press) A Igreja Católica celebra no dia de hoje, 23 de fevereiro, a memória de São Policarpo, discípulo de São João Evangelista, o que lhe rendeu o título de Padre Apostólico, por ter convivido diretamente com um Apóstolo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ordenado Bispo de Esmirna, cidade da atual Turquia, por São João Evangelista, São Policarpo escreveu uma célebre epístola dirigida aos filipenses e designou um herege como sendo o “primogênito de satanás”.

São Policarpo e os hereges

Escreve São João Bosco: “Chegando ao conhecimento de São Policarpo […] a notícia do grande número de hereges que tinham ido a Roma, dirigiu-se ele também para essa cidade no pontificado de Santo Aniceto, sucessor de São Pio I, com o fim de dissipar seus erros.

“Sua ida a Roma foi muito oportuna porque, tendo sido ele um dos que conversaram com os Apóstolos, gozava sobre todos de uma grande autoridade e, como disse Santo Irineu, muitos dos que se tinham deixado seduzir pelos erros de Valentim e de Marcião – hereges gnósticos – voltaram para a Igreja de Jesus Cristo, mediante a eficácia de sua palavra.”

Certo dia Marcião apresentou-se diante de São Policarpo e perguntou-lhe: “Conheces-me, sabes quem eu sou?” “Sim, respondeu-lhe o santo bispo, conheço-te muito bem, és Marcião, primogênito de satanás.’”

São Policarpo tinha grande autoridade entre os cristãos por ter sido formado por São João Evangelista. Ele dirigiu-se a Roma coma finalidade de combater os hereges que lá existiam e dissipar seus erros.

O martírio de São Policarpo

São Policarpo regressou a Esmirna e, tendo se reiniciado a perseguição contra os cristãos, foi preso estando já com 86 anos de idade. Levado diante do procônsul, o Santo o invectivou firmemente. Então, a multidão formada no local repetiu aos gritos que ele deveria ser queimado vivo. Em seguida, conduziram-no para o anfiteatro, onde “acorreu todo o povo em busca de lenha. Os judeus, segundo o costume, eram os mais apressados”.

Amarrado num poste colocado no meio da pilha de lenha, São Policarpo fez uma bela oração em voz alta. Atearam fogo e houve um milagre: as chamas não o queimavam, mas se estendiam em torno dele formando uma auréola, exalando um agradável perfume. Então, um soldado enfiou uma espada no peito do Santo. Da enorme chaga jorrou tanto sangue que apagou o fogo, e sua alma foi acolhida nos esplendores do Padre Eterno.

Por fim, o corpo do Santo foi queimado, mas os cristãos conseguiram retirar alguns ossos para venerá-los como relíquias. Era o ano de 155.

Por Paulo Francisco Martos

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