Regina Coeli: Eucaristia dominical é indispensável para a vida cristã
Antes da oração do Regina Caeli deste domingo, 12 de abril, Leão XIV apresentou uma reflexão sobre a importância da Eucaristia dominical na vida cristã.
Foto: Vatican News/ Vatican Media
Redação (12/04/2026 10:23, Gaudium Press) Neste segundo Domingo da Páscoa, celebrado como o Domingo da Misericórdia — instituído por São João Paulo II há 26 anos —, o Papa Leão XIV centrou sua reflexão na importância da Eucaristia dominical como a principal maneira de os cristãos testemunharem a Ressurreição de Jesus.
Baseando-se no Evangelho do dia, segundo São João (Jo 20, 19-31), que narra a aparição de Jesus ressuscitado ao apóstolo Tomé, o Santo Padre convidou todos os fiéis a refletirem sobre seu próprio “encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado”. “Onde encontrá-lo? Como reconhecê-lo? Como acreditar?”, questionou o Papa.
O episódio acontece oito dias após a Páscoa, quando a comunidade dos discípulos está reunida. Tomé, que não estava presente na primeira aparição, encontra Jesus, que o convida a olhar as marcas dos pregos, a colocar a mão na ferida do seu lado e a crer. O apóstolo reconhece o Senhor precisamente pelos sinais do seu sacrifício. Diante disso, brota dele a mais elevada profissão de fé de todo o Quarto Evangelho: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28).
“Não é sempre fácil crer”
“É verdade, nem sempre é fácil acreditar”, reconheceu o Papa. “Não foi fácil para Tomé, e não é fácil para nós também”. Por isso, continuou Leão XIV, o “oitavo dia”, ou seja, todos os domingos, a Igreja nos convida a fazer como os primeiros discípulos: reunir-nos e celebrar juntos a Eucaristia.
O Pontífice lembrou como a participação na Missa dominical é indispensável à vida cristã: “Nela, ouvimos as palavras de Jesus, rezamos, professamos nossa fé, partilhamos os dons de Deus na caridade, oferecemos nossa vida em união com o Sacrifício de Cristo, alimentamo-nos do seu Corpo e do seu Sangue, para nos tornarmos, por nossa vez, testemunhas da sua Ressurreição”.
O exemplo dos mártires de Abitene
À véspera de uma viagem de dez dias à África, o Papa destacou o forte testemunho dos mártires de Abitene, um grupo de cristãos do Norte da África mortos nos primeiros séculos do cristianismo. Diante da proposta de salvar a vida caso renunciassem a celebrar a Eucaristia, eles responderam que “não podiam viver sem celebrar o Dia do Senhor”.
“É aí que os nossos esforços, embora limitados, pela graça de Deus, se fundem como ações dos membros de um único corpo — o Corpo de Cristo — na realização de um único grande projeto de salvação que abraça toda a humanidade”, afirmou o Papa.
Através da Eucaristia, as mãos dos fiéis tornam-se as “mãos do Ressuscitado”, testemunhas da sua presença, da sua misericórdia e da sua paz. Essas mãos carregam os sinais do trabalho, dos sacrifícios, da doença, do passar dos anos — marcas que, muitas vezes, se assemelham à ternura de um carinho, de um aperto de mão ou de um gesto de caridade.
Um mundo que precisa de paz
“Queridos irmãos e irmãs, num mundo que tanto precisa de paz, isso nos compromete mais do que nunca a sermos assíduos e fiéis ao nosso encontro eucarístico com o Ressuscitado, para partirmos dele como testemunhas da caridade e portadores de reconciliação”, enfatizou Leão XIV.
O Papa concluiu invocando a intercessão da Virgem Maria: “Que a Virgem Maria nos ajude a fazê-lo, Ela que é bem-aventurada porque foi a primeira que acreditou sem ver”.




Deixe seu comentário