“Pensei nos dias antigos e tive na mente os anos eternos”
O tempo é comparável às águas das cascatas que, com vertiginosa rapidez, redemoinham, fervilham e se precipitam de despenhadeiro em despenhadeiro…
Redação (25/02/2026 19:09, Gaudium Press) Nesta vida, não se deve contar com o presente, mas sim com o passado e o futuro; pois o tempo é comparável às águas das cascatas que, com vertiginosa rapidez, redemoinham, fervilham e se precipitam de despenhadeiro em despenhadeiro… Todos os seres vivos que habitam a terra passam como as águas, pois mais impetuoso do que as cascatas é o tempo em que vivemos; porque, no momento em que falares do presente, esse já se transforma em passado.
Considera, agora, como é mesquinhamente pequenino o tempo que possuis, visto que não é senão um instante, um pontozinho; pois não podes dispor do passado e, quanto ao futuro, também não podes [dispor dele], porque é incerto. Somente na eternidade é que existe um presente verdadeiro, duradouro, que jamais terá fim.
Considera que grande loucura é a de querer alguém gozar uns clarões de prazeres passageiros nesta vida e, depois, ter de sofrer para sempre na outra, na eternidade; pensa se não é melhor sofrer um pouco nesta vida, para depois alegrar-se para sempre na eternidade, que nunca há de acabar. “E assim vede, irmãos — admoesta o Apóstolo — de que modo andais avisados; não como imprudentes, mas como sábios, empregando bem o tempo” (Ef 5, 15-16).
STIX, Leopoldo, CSSR. Meditações adaptadas a todos os dias do ano para uso das comunidades religiosas. Trad. Frei Sebastião da S. Neiva, OFM. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1961.






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