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Papa Leão XIV utiliza nova Cruz Pastoral em celebrações pontifícias

O báculo pastoral de Leão XIV “apresenta o Cristo não mais preso pelos cravos da Paixão, mas com o seu corpo glorificado no ato de ascender ao Pai.

Papa Leao XIV utiliza nova Cruz Pastoral em celebracoes pontificias

Cidade do Vaticano (09/01/2026 14:44, Gaudium Press) Desde o dia 6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor e fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, o Papa Leão XIV começou a utilizar um novo báculo.

Segundo o Departamento das Celebrações Litúrgicas, a nova cruz pastoral “se coloca em continuidade com aqueles de que se serviram seus predecessores, unindo a missão de anunciar o mistério de amor expresso por Cristo na cruz com a sua manifestação gloriosa na Ressurreição”.

Cristo representado com o seu corpo glorificado no ato de ascender ao Pai

O báculo pastoral de Leão XIV “apresenta o Cristo não mais preso pelos cravos da Paixão, mas com o seu corpo glorificado no ato de ascender ao Pai. Como nas aparições do Ressuscitado, apresenta aos seus as chagas da cruz, como sinais luminosos de vitória que, embora não apaguem a dor humana, a transfiguram numa aurora de vida divina”.

O báculo, “como insígnia episcopal, nunca fez parte das insígnias próprias do Romano Pontífice”, recorda o Departamento das Celebrações Litúrgicas. “Desde a Alta Idade Média, os Papas se serviam da ‘ferula pontificalis’, como insígnia indicativa de sua potestade espiritual e de governo. Embora a forma da férula não seja bem definida, provavelmente tratava-se de um bastão que trazia em seu topo uma simples Cruz. Os Papas recebiam essa insígnia após a eleição, quando tomavam posse de sua Cátedra na Basílica de São João de Latrão”.

A história da Férula Papal

De fato, a férula nunca fez parte da liturgia papal, exceto em algumas ocasiões, como na abertura da Porta Santa, para bater três vezes nos batentes, ou na consagração das igrejas, para traçar no chão o alfabeto latino e grego, conforme previsto pelo rito. Foi somente no dia 8 de dezembro de 1965, por ocasião do encerramento do Concílio Vaticano II, que o Papa São Paulo VI utilizou um “báculo pastoral” de prata com a figura do Crucificado.

Ao deixar de utilizar a férula, São Paulo VI começou a usar essa Cruz Pastoral com mais frequência nas celebrações litúrgicas. Seus sucessores seguiram esse hábito. São João Paulo II, no início de seu ministério petrino, quis elevar a Cruz Pastoral para indicar o centro de seu magistério, já anunciado na homilia: “Abrir as portas a Cristo”.

O Papa Bento XVI também quis utilizar um báculo pastoral encimado por uma cruz dourada, já usada pelo Beato Pio IX. Posteriormente aquele que lhe foi doado, trazendo no centro da Cruz o símbolo do Cordeiro Pascal e o monograma de Cristo, como representação da unidade do mistério da Cruz e da Ressurreição, centro do querigma apostólico. (EPC)

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