O segredo da perfeição
“Quanto mais nos esquecemos de nós mesmos, do bem que praticamos, mais Deus pensa em nós e nos cumula de graças”.
Redação (08/04/2026 19:33, Gaudium Press) A reta intenção é a alma de nossas ações; dá-lhes vida e faz que sejam boas. Numa palavra, fazer tudo unicamente para agradar a Deus, eis o segredo da perfeição.
Em nossas ações virtuosas podemos ter diversas intenções, todas elas mais ou menos boas. Podemos praticá-las com a intenção de alcançar de Deus bens temporais, por exemplo: dar esmolas, mandar celebrar Missas, fazer novenas, jejuar para ver-nos livres duma doença, duma calúnia ou de outros males temporais. Uma vez que estejamos conformados com a santíssima vontade de Deus, esta intenção é boa, embora pouco perfeita.
Podemos praticar uma boa obra para satisfazer a justiça divina pelas penas merecidas por nossos pecados ou para obter de Deus bens espirituais, como virtudes, merecimentos ou uma glória maior no céu. Esta intenção já é muito mais perfeita. Podemos, enfim, em nossas obras, ter a única intenção de agradar a Deus e fazer a sua santa vontade. Esta intenção é, geralmente, chamada boa ou pura intenção e é a mais perfeita e, a o mesmo tempo, a mais meritória, porque, quanto mais nos esquecemos de nós mesmos, do bem que praticamos, mais Deus pensa em nós e nos cumula de graças.
A pureza de intenção consiste, pois, em fazer todas as ações com o único fim de agradar a Deus. Ora, convém saber que a boa intenção com que fazemos nossas ações, é que as tornam boas ou más diante de Deus. A santa simplicidade não admite senão o que agrade a Deus.
Assim, a reta intenção é a alma de nossas ações; dá-lhes vida e faz que sejam boas. Numa palavra, fazer tudo unicamente para agradar a Deus, eis o segredo da perfeição. Devemos estar, pois, convencidos de que não podemos prestar maior honra a Deus do que fazendo a sua santa vontade.
SANTO AFONSO DE LIGÓRIO. O Religioso Santificado. Rio de Janeiro: Vozes, 1959, p.73-74.






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