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O Rei da vida, morto, reina vivo

Na mais sagrada e santa das noites, a Santa Igreja nos convida a acreditar na Ressurreição do Senhor por meio de uma belíssima celebração litúrgica.

Foto: João Paulo Rodrigues

Foto: João Paulo Rodrigues

Redação (03/04/2026 20:55, Gaudium Press) Três dias haviam passado desde que o Divino Mestre fora injustamente condenado à morte. Os poucos seguidores que ficaram fiéis refugiavam-se no interior do Cenáculo, temendo pela própria segurança. Nesse ambiente de fracasso, medo e consternação iniciava-se um novo dia quando algo veio lhes aumentar a turbação: Maria Madalena, uma das mulheres que permanecera aos pés de Jesus junto à Cruz, acorrera ao túmulo ao raiar da aurora e o achara vazio.

Voltou e comunicou aos Apóstolos a espantosa notícia: “Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde O puseram!” (Jo 20, 2). Pedro e João correram até lá e observaram no chão os tecidos que haviam envolvido os restos mortais de Jesus. São João “viu e acreditou” (Jo 20, 8): o Senhor ressuscitara!

Presença viva do Salvador na Liturgia

Dois milênios depois daquele acontecimento, o Divino Mestre ainda permanece conosco. Ele ­entregou sua vida na Cruz e subiu aos Céus, mas não se ausentou desta Terra. Sua presença entre os homens se prolonga constantemente de diversas formas, conforme prometera: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20).

Cristo se encontra presente na sua Igreja e, de um modo todo especial, na Sagrada Liturgia. O mesmo Jesus que percorrera as estradas da Palestina “está presente no sacrifício da Missa […]. Está presente com o seu dinamismo nos Sacramentos […]. Está presente na sua Palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta”.

Assim, na mais sagrada e santa das noites, a Santa Igreja nos convida a acreditar na Ressurreição do Senhor por meio de uma belíssima celebração litúrgica, na qual cada gesto nos mostra como “o Rei da vida, morto, reina vivo”.

Conhecer o sentido mistagógico desta celebração nos ajudará a reviver, em união com os Apóstolos, o momento auge da História da Salvação que ela comemora, fazendo que nossa participação na “mãe de todas as santas vigílias” — segundo a conhecida expressão de Santo Agostinho — sirva para crescer no conhecimento e no amor de Cristo Ressuscitado. Pois, como afirma o Papa Bento XVI, “a Liturgia não é a recordação de acontecimentos passados, mas a presença viva do Mistério pascal de Cristo, que transcende e une os tempos e os espaços”.

Texto extraído da Revista Arautos do Evangelho março 2013. Redação.

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