O que é contrição?
Para que a contrição seja legítima, deve ser interna e estar na alma, isto é, que não seja uma mera expressão feita com os lábios e sem reflexão.
Redação (13/03/2026 12:09, Gaudium Press) Contrição é uma dor da alma e uma detestação dos pecados cometidos. Deve acompanhá-la o propósito, quer dizer, uma firme vontade de emendar a vida e de não mais pecar. Para que a contrição seja legítima, deve ser interna e estar na alma, isto é, que não seja uma mera expressão feita com os lábios e sem reflexão: isto seria apenas uma contrição de boca.
Não é necessário manifestar exteriormente a contrição interna por meio de suspiros, lágrimas, etc. Tudo isso pode ser sinal de contrição, não é, porém, sua essência. A essência da contrição está na alma, na vontade em afastar-se deveras do pecado e converter-se para Deus.
Além disso, a contrição deve ser geral, quer dizer que deve estender-se a todos os pecados mortais. Deve, finalmente, ser sobrenatural e não meramente natural, pois esta de nada aproveita.
Segue-se que a contrição, como todo o bem, deve proceder de Deus e da sua graça, e, com a graça de Deus, desenvolver-se na alma. Porém, não tenhas receio. Basta que a peças, basta que tenhas boa vontade e te arrependas por algum motivo legítimo, sobrenatural, e Deus te dará a graça necessária.
Se o motivo se funda na natureza ou somente na razão (por exemplo, nos danos temporais, na vergonha, doença, etc.), é muito fácil que a dor seja puramente natural e sem mérito. Porém, se o motivo da contrição é alguma verdade da Fé, por exemplo: o inferno, o purgatório, o céu, Deus, etc., então a contrição é legítima, sobrenatural.
DRIESCH, J. de. A contrição perfeita: uma chave de ouro do céu. São Paulo: Santa Cruz, 2022, p. 11-12.






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