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Novo estatuto da Pontifícia Academia Mariana Internacional

Por meio de um rescrito, Leão XIV aprovou os novos estatutos da academia fundada em 1946 pela Ordem dos Frades Menores para promover e coordenar os estudos mariológicos e marianos em todo o mundo.

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Redação (07/02/2026 15:12, Gaudium Press) Durante uma audiência concedida a Dom Edgar Peña Parra, substituto para os assuntos gerais da Secretaria de Estado, em 21 de janeiro passado, o Papa Leão XIV aprovou os novos estatutos da Pontifícia Academia Mariana Internacional, considerando a necessidade de adaptar seu quadro regulamentar ao desenvolvimento de seu mandato e à estrutura atual das instituições da Cúria. Esta decisão foi anunciada em um rescrito publicado em 7 de fevereiro pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

O novo estatuto já está em vigor desde 2 de fevereiro, com a publicação no jornal vaticano “L’Osservatore Romano” e, posteriormente, no comentário oficial Acta Apostolicae Sedis.

Este texto jurídico, de forte alcance eclesial, especifica os objetivos, as competências e as modalidades de funcionamento de uma instituição chamada a acompanhar o Magistério, a estruturar a pesquisa mariológica e a zelar por uma piedade mariana autêntica, enraizada na fé da Igreja.

O Estatuto da Pontifícia Academia Mariana Internacional constitui um texto de referência para compreender o lugar que a Igreja Católica pretende dar hoje à mariologia, tanto como disciplina teológica quanto como apoio à piedade popular. Longe de ser um simples documento administrativo, este Estatuto estabelece um quadro para a ação de uma instituição diretamente ligada à Santa Sé, encarregada há mais de sessenta anos de promover o estudo da Virgem Maria na fidelidade ao Magistério.

A Academia tem a sua origem na iniciativa da Ordem dos Frades Menores, que fundou em 1946 a Comissão Marial Franciscana e, posteriormente, a Academia Mariana Internacional, visando organizar e coordenar os estudos marianos a nível mundial. Em 1959, o Papa João XXIII reconheceu oficialmente a importância desse trabalho, conferindo à instituição o título de “pontifícia” pelo Motu proprio Maiora in dies. A partir de então, a Academia recebeu a missão de organizar os Congressos Mariológicos-Marianos Internacionais e promover o encontro entre especialistas em mariologia de todo o mundo.

O novo Estatuto reitera que a Pontifícia Academia Mariana Internacional não é uma estrutura independente, mas um instrumento a serviço da Igreja universal. Ela atua hoje sob a coordenação do Dicastério para a Cultura e a Educação, segundo a Constituição Apostólica Praedicate Evangelium, mantendo uma estreita ligação com o Dicastério para a Doutrina da Fé.

O estatuto ressalta o papel da mariologia como “presença necessária do diálogo entre as culturas”. Para cumprir essa missão, a Academia adotará três caminhos complementares: o caminho da verdade, promovendo o intercâmbio científico entre mariologistas de todo o mundo; o caminho da beleza, valorizando as formas de expressão artística, as peregrinações e as devoções; e o caminho do amor. Trata-se de garantir que a piedade mariana não se cristalize em uma “devoção estéril”, mas contribua para o desenvolvimento integral do ser humano.

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