Nova Caserna da Guarda Suíça será construída em breve
O objetivo é criar espaços habitacionais modernos que visem reunir toda a corporação em um único local, uma vez que, atualmente, alguns guardas moram fora do Vaticano.
Cidade do Vaticano (23/02/2026 12:30, Gaudium Press) As instalações da Guarda Suíça Pontifícia no Vaticano serão reformadas. Segundo comunicado da Santa Sé à Fundação Caserna Guarda Suíça Pontifícia, o prédio de três andares da Guarda, que ocupa uma área entre a Porta Sant’Anna e o Passetto do Borgo passará por uma renovação e um novo prédio será construído.
Por ser um Patrimônio Mundial da UNESCO, o projeto do Vaticano deverá ser submetido à organização cultural da ONU, que já deu sinais de que aprovará a reforma e as obras serão iniciadas assim que o financiamento para a construção for assegurado. Além da construção de um novo edifício, o projeto prevê a demolição quase completa das partes deterioradas do atual prédio. Por questões históricas, apenas a fachada voltada para a Itália será preservada.
Reunir toda a corporação em um único local
A Caserna terá cinco andares, ao invés dos três atuais, nos quais estarão distribuídos 81 quartos individuais e 18 quartos duplos para os alabardeiros, onze apartamentos de um cômodo para suboficiais e 21 apartamentos para as famílias dos guardas. O objetivo é criar espaços habitacionais modernos que visem reunir toda a corporação em um único local, uma vez que, atualmente, alguns guardas moram fora do Vaticano.
Outras mudanças do novo projeto é a histórica rota de fuga do século XI, o ‘Passetto di Borgo’, que será liberado em grande parte de influências externas para poder ser admirado integralmente, e uma fonte comemorativa de 1927, que bloqueia o acesso ao Pátio de Honra vindo da Via Sant’Anna será realocada para restaurar a tradicional rota de peregrinação (“Via Francigena”) até a Praça de São Pedro.
Aumento nos custos do projeto
Houve um aumento significativo nos custos do projeto em comparação com a estimativa inicial de 2019. Originalmente o projeto havia sido orçado em 45 milhões de francos suíços (aproximadamente 48,1 milhões de euros). Atualmente, o custo do projeto final deve chegar a 70 milhões de francos suíços (aproximadamente 74,8 milhões de euros). Esse aumento se deve a diversos fatores.
O primeiro deles se relaciona com a preservação da fachada externa, que inicialmente seria demolida. Esse fator representa 4 milhões de francos suíços (aproximadamente 4,3 milhões de euros). Também contribuem para o aumento dos custos as complexas fundações do novo prédio que, para resistir a terremotos, 190 estacas serão cravadas no solo, o que custará 2,2 milhões de francos suíços (aproximadamente 2,35 milhões de euros).
Busca de apoiadores fora da Suíça
Também impactam nesse valor os atuais custos de construção em Roma. Desde 2019 os preços na indústria da construção civil romana subiram 33,5%. Somente o conserto do sistema de esgoto e a instalação de novos sistemas de ar condicionado acrescentam milhões aos custos. Já foram arrecadados 44,7 milhões de francos suíços (aproximadamente 47,8 milhões de euros) em doações na Suíça.
A Fundação está em busca de apoiadores fora da Suíça para ajudar a financiar esse projeto e assim suprir a lacuna de 25 milhões de francos suíços (aproximadamente 26,7 milhões de euros). Alemanha, França, Itália e Estados Unidos são alguns dos países para os quais se expandiu o pedido de ajuda financeira. Espera-se que, até o final deste ano de 2026 se garanta o financiamento e assim a construção possa ser iniciada em 2027. (EPC)








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