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Milagre no acampamento católico: o fogo simplesmente parou

O acampamento Lolek, na Califórnia, foi protegido de um incêndio florestal e seus fiéis atribuem o fato à Virgem Maria, sob a invocação de Nossa Senhora de Champion.

Foto: Facebook

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Redação (14/01/2026 09:32, Gaudium Press) O que parecia apenas mais um acampamento de verão comum no Camp Lolek, em Wrightwood, Califórnia (Estados Unidos), transformou-se em um testemunho vivo de fé e proteção divina.

Em setembro de 2024, durante obras de expansão e restauração, o acampamento católico foi milagrosamente poupado pelo devastador Bridge Fire, um incêndio florestal que avançava com ventos de até 100 km/h e ameaçava comunidades inteiras.

Os organizadores e proprietários não hesitam em atribuir essa salvação à intercessão da Virgem Maria, sob a invocação de Nossa Senhora de Champion — a única aparição mariana aprovada pela Igreja nos Estados Unidos.

“O fogo simplesmente parou na divisa da nossa propriedade”, relatou Kenny Lund, um dos proprietários do Camp Lolek e do Centro de Retiros São Eduardo, em entrevista exclusiva à ChurchPOP durante a conferência SEEK 2026, realizada em Fort Worth, Texas, entre 1º e 5 de janeiro de 2026.

A história do lugar

Fundado em 1941 pelas Irmãs do Serviço Social com o nome de Camp Mariastella, o local passou por diferentes mãos ao longo das décadas. Recentemente, foi adquirido por um grupo de fiéis liderado por Kenny Lund, com o objetivo de preservar e revitalizar seu caráter católico. Hoje, o espaço abriga o Saint Edward Retreat Center (Centro de Retiros São Eduardo) durante o ano todo e, entre junho e agosto, recebe o Camp Lolek — um acampamento de verão para cerca de 150 jovens, inspirado no apelido de infância de São João Paulo II (“Lolek”). O programa busca refletir o espírito alegre, aventureiro e profundamente mariano do santo polonês, promovendo encontros com Deus, a natureza e a comunidade.

O avanço do fogo e o milagre

Em setembro de 2024, o incêndio florestal, conhecido por Bridge Fire, avançava por vastas áreas da região, e estava indo em direção ao acampamento, completamente cercado por uma floresta densa. “O fogo ameaçava toda a cidade; evacuaram completamente Wrightwood e estávamos prestes a abandonar o acampamento, pois estávamos no meio da floresta”, contou Lund.

Então, aconteceu o inesperado: “Milagrosamente, o fogo parou exatamente na linha da nossa propriedade. Ardeu completamente ao leste, oeste e sul, mas não entrou nem tocou o acampamento. Foi como se tivesse sido desligado”, descreveu.

Os próprios bombeiros, testemunhas oculares, ficaram perplexos. O capitão da equipe relatou que o vento, que soprava forte, “simplesmente parou” ao chegar ao limite do terreno. Em conversa posterior com a diretora do acampamento — filha de Lund —, o bombeiro expressou sua surpresa: “Foi algo extremamente estranho. O vento cessou bem na divisa e poupou o acampamento. Não faz sentido”. Ela lhe explicou: “Temos centenas de pessoas rezando, e pedindo pela intercessão de Nossa Senhora de Champion, que parou o maior incêndio florestal dos EUA.”

Ao ouvir a explicação da diretora, ele respondeu: “Pois foi exatamente isso que aconteceu, porque não faz sentido como o vento simplesmente parou e o lugar foi poupado”.

Nossa Senhora de Champion

Esse episódio se liga a história de Nossa Senhora de Champion. Em 1859, a Virgem Maria apareceu em Champion, Wisconsin, à jovem imigrante belga Adele Brise, pedindo-lhe que ensinasse o catecismo às crianças e as ajudasse a se aproximarem dos Sacramentos. Quase doze anos depois, em 8 de outubro de 1871, durante o incêndio de Peshtigo — o mais mortífero da história dos Estados Unidos, que matou entre 1.200 e 2.400 pessoas e destruiu mais de 1,2 milhão de acres —, as chamas rodearam o santuário onde Adele e outras famílias começaram a rezar o Rosário em procissão, mas não o tocaram.

Mais de 150 anos depois, o nome de Nossa Senhora de Champion ressoa novamente, desta vez na Califórnia, onde o fogo “simplesmente parou” diante da oração confiante de seus filhos.

Gratidão

Com profunda gratidão, Lund concluiu: “Naquele verão conseguimos abrir normalmente, e recebemos 65 retiros, e agora consideramos este terreno como sagrado”.

O Camp Lolek segue acolhendo retiros, atividades espirituais e encontros juvenis ao longo do ano, inspirados na fé, na alegria e na devoção mariana. 

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