Menina que acusou professor morto por criticar o Islã, reconhece que mentiu
Ela mentiu porque se sentiu presa a uma cadeia de acontecimentos, havia um mal-estar e a menina preferiu mentir para fazer valer sua acusação.
Redação (10/03/2021, 15:30, Gaudium Press) De acordo com reportagem da AFP, confirmando uma informação do diário “Le Parisien”, a estudante de 13 anos que acusou o professor Samuel Paty de propagar fobia ao islã e que por isso ele foi assassinado, reconheceu que mentiu.
A estudante afirmou que “não estava presente no dia das caricaturas” e, por isso foi imputada por “denúncia caluniosa” durante a audiência do dia 25 de novembro de 2020 perante um juiz antiterrorista.
Dez dias antes de ser assassinado em outubro por um refugiado checheno de 18 anos, o professor de história e geografia deu uma aula sobre liberdade de expressão na qual exibiu cartuns do semanário satírico “Charlie Hebdo”.
Com base no depoimento da filha, o pai da menina denunciou o professor e lançou uma campanha contra ele nas redes sociais
A jovem, que era uma das alunas de Samuel Paty na escola Bois-d’Aulne, em um subúrbio situado a noroeste de Paris, havia dito que o professor de 47 anos havia convidado os alunos muçulmanos a ficarem fora da sala de aula, antes de ele mostrar os cartazes.
Com base no depoimento da filha, o pai da menina apresentou queixa contra o professor a e lançou uma campanha violenta nas redes sociais contra ele com a ajuda de um ativista islâmico, Abdelhakim Sefrioui.
Os dois homens, agora são acusados de “cumplicidade em homicídio”, e encontram-se em prisão preventiva.
Havia um mal-estar e a menina se sentiu compelida a acrescentar mais alguma coisa para fazer valer sua acusação
Conforme disse à AFP, o advogado da estudante, Mbeko Tabula, “Ela mentiu porque se sentiu presa em uma cadeia de eventos porque alguns de seus colegas a pediram para ser porta-voz deles”. “Havia um mal-estar real e ela se sentiu compelida a acrescentar mais alguma coisa para fazer valer sua mensagem”, disse ele.
Ao saber das acusações contra o professor, um refugiado checheno de 18 anos decapitou-o no dia 16 de outubro, antes de ser morto pela polícia. (JSG)
(Com informações www.infocatolica.com – Foto Franceinfo)
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