Leão XIV retoma tradição da bênção dos cordeiros no dia de Santa Inês
Antiga cerimônia foi interrompida por Papa Francisco. A lã desses cordeiros será utilizada para confeccionar os pálios dos novos Arcebispos Metropolitanos.
Cidade do Vaticano (21/01/2026 10h30, Gaudium Press) Na manhã desta quarta-feira, 21, na Capela de Urbano VIII, foram apresentados ao Papa Leão XIV os dois cordeiros que serão abençoados por ocasião da memória litúrgica de Santa Inês, Virgem e Mártir, na Basílica homônima na Via Nomentana. Essa tradição romana, que retorna após longo hiato, havia sido interrompida pelo Papa Francisco.
O que é o Pálio?
A lã desses cordeiros será utilizada para confeccionar os pálios dos novos Arcebispos Metropolitanos. Constituído por uma estreita faixa de tecido, tecida em lã branca, decorada com seis cruzes em seda preta, o pálio é uma insígnia litúrgica de honra e jurisdição que é usada pelo Papa e pelos Arcebispos Metropolitanos em suas Igrejas e nas de suas Províncias Eclesiásticas.
Há 500 anos, as religiosas de Santa Cecília, em Trastevere, cuidam das ovelhas que fornecem a lã para as vestes litúrgicas dos pontífices e Bispos. Todo dia 21 de janeiro, dois cordeiros recém-nascidos são apresentados ao Papa dentro de uma grande cesta decorada com flores brancas e fitas vermelhas. O pontífice as bênçãos, a acaricia, recita uma oração e saúde a abadessa do Mosteiro de Santa Cecília em Trastevere e o abade de Tre Fontane.
História do Pálio
As origens do pálio se perdem na história. Há quem diga que ele veio das vestes dos sacerdotes israelitas, outros afirmam que ele surgiu do lenço usado pelo imperador romano quando participava de importantes eventos públicos. Historicamente, desde os primeiros séculos do cristianismo, o pálio faz parte das vestes do Papa e dos Bispos que lideram as Dioceses maiores e mais antigas ou que possuem uma ligação particular e histórica com o papado.
O Pálio deve ser feito de lã branca, pura, tratada de acordo com regras antigas e precisas. No dia 24 de junho, Festa de São João Batista, um dos padroeiros de Roma, após serem confeccionados por religiosos, os pálios são levados ao Vaticano e permanecem diante do túmulo de São Pedro. No dia 29 de junho, Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa preside o rito da vitória e entrega dos pálios aos Arcebispos Metropolitas. (EPC)









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