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Leão XIV responde críticas feitas por Donald Trump: “não quero entrar em um debate com ele”

“Eu não tenho medo do governo de Trump. Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, aquela pela qual a Igreja trabalha”, afirmou o Pontífice.

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Redação (13/04/2026 12:23, Gaudium Press) Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa desta viagem apostólica do Papa Leão XIV, que tem como destino o Continente Africano, o Pontífice cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham e respondeu de forma serena uma pergunta sobre as duras críticas dirigidas a ele pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Ao longo desta viagem internacional, a terceira do pontificado de Leão XIV, o Santo Padre assegurou que levará “a mensagem da Igreja, a mensagem do Evangelho: bem-aventurados os construtores de paz”, pois esse é o papel do Papa, não o de “um político”. Ele explicou ainda que esta “é uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”.

“Eu não vejo o meu papel como o de um político”

Tratando sobre declarações contra ele feitas por Donald Trump, na rede social Truth, o Santo Padre foi direto: “Eu não vejo o meu papel como o de um político; não sou um político, eu não quero entrar em um debate com ele. Não penso que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada como alguns estão fazendo. Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”.

A mensagem do Papa é “sempre a mesma: a paz. Digo isso para todos os líderes do mundo, não apenas para ele: tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação. Eu não tenho medo do governo de Trump. Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, aquela pela qual a Igreja trabalha. Nós não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”.

Oportunidade de visitar os locais onde viveu Santo Agostinho

A construção da paz é justamente o objetivo principal desta longa peregrinação do Papa, iniciada hoje, 13, e que seguirá até o dia 23. Ao longo dessa viagem, o Santo Padre passará por quatro países (Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial). Leão XIV revelou que esta “deveria ter sido a primeira viagem do pontificado” e que está “muito feliz por visitar novamente a terra de Santo Agostinho”.

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Segundo o Papa, a oportunidade de visitar os locais da vida do Bispo de Hipona, hoje Annaba, é “uma bênção também para mim pessoalmente, para a Igreja e para o mundo. Pois devemos sempre buscar pontes para construir a paz e a reconciliação”. Esta viagem apostólica “representa realmente uma oportunidade importantíssima para continuar com a mesma voz, com a mesma mensagem, de que queremos promover a paz e a reconciliação, bem como o respeito e a consideração por todos os povos”. (EPC)

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