Exorcista renomado fala sobre OVNIs, sinais dos tempos e hierarquia demoníaca
Em uma longa entrevista para o programa Shawn Ryan Show, o Pe. Ripperger, sacerdote católico e especialista em demonologia, abordou diversos temas. O padre exerce seu ministério de exorcista na diocese de Denver.

Pe. Ripperger – Foto: Screenshot YouTube/ Shawn Ryan Show
Redação (17/03/2026 09:35, Gaudium Press) O Padre Chad Ripperger, sacerdote católico ordenado em 1997, teólogo, filósofo e um dos exorcistas mais renomados do mundo, concedeu uma entrevista de mais de quatro horas ao podcaster Shawn Ryan, veterano militar americano. A conversa, publicada em março de 2026 no Shawn Ryan Show (episódio #285), abordou uma ampla gama de temas ligados à guerra espiritual, demonologia, os tempos atuais e a situação da Igreja Católica.
OVNIs, alienígenas e táticas de distração diabólica
Desde o início, o Padre Ripperger foi direto: a maioria dos fenômenos associados a abduções extraterrestres são, na verdade, manifestações demoníacas. Ele comparou o comportamento relatado pelos supostos “alienígenas” durante abduções com o que o demônios fazem com as pessoas possessas — os padrões são idênticos. O exorcista destacou que, quando as vítimas invocam o nome de Jesus Cristo, o fenômeno cessa imediatamente.
Para ele, o recente aumento na publicidade sobre OVNIs e alienígenas serve como uma tática de distração, desviando a atenção pública de escândalos graves, como o caso Epstein e a rede de abusos sexuais a ele associada. Ripperger comparou isso a manobras militares de diversão: enquanto o foco se concentra nos “OVNIs”, o inimigo real opera impunemente nas sombras.
O ataque às famílias: sinal de que o tempo é curto
Um dos pontos mais impactantes da entrevista foi a observação de que, nos últimos dois ou três anos, os exorcistas notaram uma mudança inédita: demônios, que historicamente evitavam atacar famílias boas e religiosas, agora as atacam de forma frontal e agressiva. O Padre Ripperger interpreta isso de duas maneiras possíveis: ou os demônios estão mais ousados devido ao aumento do mal no mundo, ou sabem que seu tempo está se esgotando. Ele lembrou que Deus não tolerou indefinidamente a maldade de Sodoma e Gomorra — e que intervirá quando o nível de corrupção atingir um limite intolerável.
O Anticristo e a Marca da Besta
O exorcista afirmou que, para o Anticristo governar o mundo, é necessária uma unificação econômica global — algo que ainda não está completo, mas avança rapidamente. Segundo ele, o Anticristo não controlará diretamente por meio de governos, mas pelo domínio econômico. A “Marca da Besta” seria uma inversão do selo batismal: um implante físico no corpo, ligado ao acesso à economia digital, que exigiria a renúncia explícita a Cristo para ser recebido.
Ripperger também mencionou que antes da vinda do Anticristo devem ocorrer certos eventos: o retorno de Elias e Enoque, uma grande decadência moral e uma crise profunda na Igreja Católica — sem que ela perca seus elementos essenciais.
As sete formas de influência diabólica
O sacerdote detalhou as sete maneiras pelas quais os demônios influenciam os humanos:
Infestação — afeta lugares, objetos ou animais;
Tentação ordinária — comum a todos;
Dor diabólica — ataques físicos, quase exclusivos de santos;
Opressão — ataques externos (finanças, relacionamentos, bens);
Obsessão — ataques internos à imaginação e emoções;
Possessão — o demônio controla o corpo;
Subjugação — pacto voluntário com o diabo.
Um dado chocante: Ripperger estima que cerca de 25% da população adulta nos Estados Unidos esteja sob obsessão diabólica. Esse número foi confirmado independentemente por outros exorcistas que ele consultou, sem revelar sua própria estimativa prévia.
A hierarquia demoníaca: Satanás, Lúcifer, Belzebu e os cinco generais
Um dos relatos mais surpreendentes veio da experiência do próprio Ripperger: Satanás, Lúcifer e Belzebu seriam a mesma entidade, mas com uma personalidade tripartida — consequência do pecado original e do castigo divino. Ele comparou isso a um transtorno dissociativo de identidade. Essa entidade vive em medo crônico, tem consciência, sente vergonha pelo mal que causa e sofre essa angústia interior como sua maior pena (após a privação da visão de Deus, a pena de dano).
Abaixo dessa “cúpula”, há cinco “generais” demoníacos, cada um promovendo um vício ou pecado específico, como impureza, aborto e outros.
O que os demônios revelam sobre a Igreja
Talvez o trecho mais perturbador tenha sido o relato sobre os crimes revelados pelos demônios durante exorcismos. Embora o ritual permita que eles exponham crimes, Ripperger observou que, em seus casos, os demônios falam menos de autoridades civis e mais de rituais e crimes cometidos por membros da própria hierarquia católica. Outros exorcistas relataram revelações semelhantes, inclusive com nomes específicos.
Segundo ele, alguns sacerdotes e religiosos teriam entrado no ministério já “do lado do mal”, usando a autoridade sacerdotal contra a Igreja.
Como se proteger: oração, jejum e Sacramentos
Diante da pergunta sobre o que os fiéis podem fazer, Ripperger foi claro e prático: viver em estado de graça, evitar o pecado grave, confessar-se regularmente, comungar com frequência, rezar o Rosário diariamente, praticar o jejum e cultivar as virtudes. Ele enfatizou o jejum como ferramenta poderosa para fortalecer a vontade e subordinar as paixões à razão, tornando a alma mais resistente aos ataques demoníacos.
Recomendou batizar os filhos o mais cedo possível — sem o batismo, eles ficam desprotegidos espiritualmente — e escolher padrinhos que sejam pessoas de oração que intercederão pelo batizado ao longo da vida. Para os pais, a missão é proteger o lar espiritualmente como fariam fisicamente contra um invasor.
Por fim, o Padre Ripperger concluiu com uma frase forte: “Se estes não são os tempos do fim, que Deus tenha misericórdia daqueles que viverão nos tempos do fim, porque vai ser brutal”.





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