Exercícios Espirituais da Quaresma com o Papa são iniciados no Vaticano
As meditações deste ano têm como pregador Dom Erik Varden, membro da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (Trapistas).
Cidade do Vaticano (23/02/2026 10h31, Gaudium Press ) Na tarde do último domingo, 22, foram iniciados os Exercícios Espirituais da Quaresma no Vaticano. O tradicional retiro quaresmal da Cúria Romana acontece na Capela Paulina, e conta com a presença do Papa Leão XIV, dos Cardeais residentes em Roma e dos responsáveis pelos diversos Dicastérios da Cúria Romana.
As meditações deste ano têm como pregador Dom Erik Varden, membro da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (Trapistas), que exerce o ministério episcopal em Trondheim, na Noruega, desde 2019. O tema norteador é ‘Iluminados por uma glória escondida’, propondo um itinerário espiritual centrado na busca da verdade, da liberdade interior e da esperança cristã.
Temas das meditações dos Exercícios Espirituais com a Cúria Romana
Na primeira meditação, Dom Varden refletiu sobre o tema: ‘Entrar na Quaresma’. A partir desta segunda-feira, 23, até a conclusão dos Exercícios Espirituais com a Cúria Romana, em 27 de fevereiro, o pregador proferirá duas meditações por dia: a primeira às 9h (horário local), precedida pela Oração da Hora Média, e a segunda às 17h, seguida da Adoração Eucarística e das Vésperas.
Os temas desta semana são: a ajuda de Deus; o caminho para a verdadeira liberdade; o esplendor da verdade; a provação expressa na imagem ‘mil cairão’; uma glorificação de Deus; os anjos como mensageiros do Senhor; a reflexão ‘Sobre a consideração’; e uma meditação final dedicada a ‘Comunicar esperança’. Haverá ainda duas meditações dedicadas à figura de São Bernardo: ‘São Bernardo, o Idealista’ e ‘São Bernardo, o Realista’.
A Vida Cristã comporta um combate espiritual contra vícios e paixões desordenadas
Dom Varden ressaltou que a Quaresma confronta o cristão com o essencial da Fé, conduzindo de modo concreto e simbólico, a um espaço despojado do supérfluo, apoiando maior clareza interior e espiritual. Ele destacou ainda a importância de, durante este período, se afastar de tudo que possa se tornar ocasião de dispersão. Essa forma de abstinência envolve também os sentidos, como meio de favorecer o silêncio, a escuta e a vigilância espiritual.
De acordo com o pregador, a vida cristã comporta um combate espiritual contra os vícios e as paixões desordenadas, mas este esforço não pode ser dissociado da vocação à paz. O cristão é chamado não apenas a resistir ao mal, mas a tornar-se instrumento de reconciliação e de serenidade no mundo. Citando São Bernardo de Claraval, Dom Varden o apresentou como modelo de quem compreendeu profundamente “o que significa viver da graça enquanto se combate o mal, se promove o bem, se sustenta a verdade e se percorre o caminho do êxodo da não liberdade rumo à terra da promessa”.
Por fim, o pregador afirmou que São Bernardo continua a interpelar os cristãos de nossos dias convidando-os a um caminho de fidelidade e maturidade espiritual. “Ele nos convoca a um discipulado amoroso e lúcido”, no qual a Fé se traduz em escolhas concretas, enraizadas na verdade do Evangelho e abre à esperança que não decepciona, concluída. (EPC)








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