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Conversão e vigilância: a preparação para o Natal

No primeiro domingo do Advento, a Igreja nos chama a desviar nosso olhar das coisas terrenas e nos ensina a voltar os olhos para a eternidade.

Jesus com seus discípulos – Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, Belém (Pará). Foto: João Paulo Rodrigues

Jesus com seus discípulos – Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, Belém (Pará). Foto: João Paulo Rodrigues

Redação (29/11/2025 16:06, Gaudium Press) Com a mudança do ano litúrgico, marcada pelo 1º domingo do Advento – tempo de penitência e de espera –, somos orientados a acolher o Salvador com nossas almas purificadas.

O desprezo do mundo, do demônio e da carne

“Vamos subir ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó” (Is 2,3).

Nesta liturgia, cheia de simbolismos, o Autor Sagrado chama nossa atenção, por meio de Isaías, na primeira leitura, para o lugar preparado para os eleitos. Após uma breve descrição da Jerusalém Celeste, nos é feita uma primeira proposta: “Vamos subir ao monte do Senhor” (Is 2,3). Nisto consiste o convite à conversão, pois, desta maneira, somos advertidos a levantar nossos olhos da morada terrena, e elevar nosso espírito “à casa do Deus de Jacó” (Is 2,3).

Por isso, São Paulo, na segunda leitura, adverte os Romanos dizendo que “já é hora de despertar” (Rm 13,11), porque o sono do pecado torna pesada a alma e fecha os olhos espirituais para contemplar a Deus e nos ata às coisas materiais e passageiras, que o demônio quer fazer parecer eternas.

Assim, mais uma vez incita a não fazer caso da carne nem lhes satisfazer aos apetites, mas antes devemos buscar revestir-nos de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 13,14). E isto é profetizado por Isaías quando diz: “de Sião provém a Lei e de Jerusalém, a palavra do Senhor” (Is 2,3), para lembrar que não devemos andar conforme os ditames da Babilônia terrena, que será lançada ao fogo, mas sim da Jerusalém Celeste, onde Deus nos preparou uma morada para aqueles que observam sua lei.

Esperança na vinda do Salvador e no prêmio futuro

Desta forma, deve-se entender o tempo do Advento como um tempo de purificação dos pecados e de espera.

A espera, em primeiro lugar, pelo nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vem trazendo consigo o perdão e a paz. Mas também, a espera pela vinda futura de Nosso Senhor, no Juízo Final, razão pela qual Ele nos exorta à vigilância: “Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24,44).

Esta é a melhor preparação que se pode fazer para o Natal, que não é uma festa para comer e beber, mas sim a solenidade da Igreja em que se celebra o mistério inefável do nascimento de Cristo.

Mas este tempo de preparação, representado pelas quatro semanas do Advento, é curto, como diz o Apóstolo: “A noite já vai adiantada, o dia vem chegando” (Rm 13,12). Portanto, devemos nos preparar bem para receber da melhor maneira possível a Nosso Senhor na nossa habitação interior, limpa e ordenada, não só agora, mas até o fim de nossa vida, a fim de que Ele, nosso Juiz, nos encontre dignos de habitar na morada que Ele mesmo reservou para nós.

Por Vinícius Mendes

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