Ângelus: o Senhor revela a sua excelência
Ao relembrar o episódio da Transfiguração, o Papa recordou como este prenunciava a alegria pascal que ilumina nossas mentes e corações.
Foto: Vatican News/ Vatican Media
Redação (01/03/2026 10:36, Gaudium Press) Neste segundo Domingo da Quaresma, a leitura do Evangelho do dia, extraída de São Mateus (17,1-9), narra o episódio da Transfiguração do Senhor. “Para representá-la, o Evangelista recorre à memória dos Apóstolos, retratando Cristo entre Moisés e Elias”, lembrou o Papa aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.
“O Verbo Encarnado está entre a Lei e a Profecia: Ele é a Sabedoria viva, que cumpre toda a palavra divina. Tudo o que Deus ordenou e inspirou aos homens encontra em Jesus a sua manifestação plena e definitiva.”
Assim como no dia do batismo de Cristo no Jordão, ainda ouvimos a voz do Pai proclamando: “Este é o meu Filho amado”, enquanto o Espírito Santo envolve Jesus numa “nuvem luminosa” (Mt 17,5), observou Leão XIV.
A glória não se manifesta como um espetáculo. “Quando se manifesta, o Senhor revela a Sua excelência aos nossos olhos: diante de Jesus, cujo rosto resplandece ‘como o sol’ e cujas vestes se tornam ‘brancas como a luz’”, continuou o Papa. Em seguida, explicou o significado desta manifestação: “Pedro, Tiago e João contemplam uma glória humilde, que ‘não é exibida como um espetáculo para as multidões, mas como uma solene confidência’”.
A Transfiguração do corpo
“A Transfiguração antecipa a luz da Páscoa, um evento de morte e ressurreição, de trevas e de nova luz que Cristo irradia sobre todos os corpos flagelados pela violência, sobre os corpos crucificados pela dor, sobre os corpos abandonados na miséria”, explicou ainda o Bispo de Roma.
Leão XIV prosseguiu então sua reflexão sobre o corpo transfigurado: “Enquanto o mal reduz nossa carne a uma mercadoria de troca ou a uma massa anônima, essa mesma carne resplandece com a glória de Deus”, observou.
“O Redentor transfigura, assim, as chagas da história, iluminando nossas mentes e corações: a sua revelação é uma surpresa de salvação!” E o Papa perguntou aos fiéis: Deixamo-nos fascinar por ela? A verdadeira face de Deus encontra em nós um olhar de admiração e amor?”
Diante de nossa “fé fraca”, concluiu, “está a proclamação da futura ressurreição: foi isso que os discípulos viram no esplendor de Cristo, mas para compreendê-lo, é preciso tempo (cf. Mt 17,9). Um tempo de silêncio para ouvir a Palavra, um tempo de conversão para apreciar a companhia do Senhor.”





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