Ângelus: o Evangelho nos pede o risco da confiança
Leão XIV exortou os fiéis a “arriscar a confiança” em Deus a todo momento, bem como a “vencer a tentação de se fechar” para que o Evangelho seja anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes.

Foto: Vatican Media
Redação (25/01/2026 10:46, Gaudium Press) Quando e onde Jesus começou a pregar aos seus primeiros discípulos? Questionou o Papa em sua meditação dominical de 25 de janeiro, proferida da janela dos aposentos pontifícios. Em primeiro lugar, a indicação temporal nos diz que o momento escolhido “não pareceria ser o melhor”. João Batista acabara de ser preso. “É um momento que recomendaria prudência, mas é precisamente nessa situação obscura que Jesus começa a trazer a luz da boa nova: ‘O reino dos céus está próximo’”, observou o Sumo Pontífice, traçando um paralelo com nossas vidas pessoais e eclesiais.
O Evangelho exige que tenhamos confiança
“Às vezes, devido a resistências interiores ou circunstâncias que não consideramos favoráveis, pensamos não ser o momento certo para anunciar o Evangelho, para tomar uma decisão, para fazer uma escolha, para mudar uma situação”, observou o Papa, apontando “o risco de ficarmos paralisados na indecisão ou prisioneiros de uma prudência excessiva”. Ora, o Evangelho nos pede o risco da confiança, declarou Leão XIV, ressaltando que “Deus está agindo a todo momento, sendo bom qualquer momento para o Senhor, mesmo se não nos sentimos preparados ou se a situação não parece ser a melhor.”
Ultrapassar as fronteiras da própria terra para anunciar Deus
Quanto ao local escolhido por Jesus para iniciar sua missão pública – abandonando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum –, Leão XIV destacou seu caráter multicultural. Jesus permaneceu, portanto, na Galileia, um território habitado principalmente por pagãos, que, devido ao comércio, era também uma terra de passagem e de encontros. “Poderíamos dizer que é um território multicultural, atravessado por pessoas de diferentes origens e religiões”, precisou o Papa.
“O Evangelho nos diz que o Messias vem de Israel, mas que ultrapassa as fronteiras de sua própria terra para anunciar o Deus que se faz próximo de todos, que não exclui ninguém, que não veio apenas para os puros, pelo contrário, envolve-se nas situações e nas relações humanas”, frisou o Sumo Pontífice, exortando assim todos os cristãos a vencerem a tentação de se fecharem. “O Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos”.
E concluiu, pedindo a intercessão de Nossa Senhora, “para que nos conceda esta confiança interior e nos acompanhe ao longo do caminho”.





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