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Ângelus: não basta uma justiça mínima, é preciso um amor grande

Em suas reflexões sobre o Evangelho deste 6º Domingo do Tempo Comum, o Papa Leão destacou que “o cumprimento da Lei é o amor”.

Foto: Vatican news/ Vatican media

Foto: Vatican news/ Vatican media

Redação (15/02/2026 10:44, Gaudium Press) Em suas habituais reflexões sobre a leitura do Evangelho do domingo, antes da recitação do Ângelus, o Papa Leão XIII explicou como “Jesus nos convida a entrar na novidade do Reino de Deus”.

Ele observou que a passagem do Evangelho de hoje relata que, após proclamar as Bem-aventuranças — em seu “Sermão da Montanha” —, Jesus revela o verdadeiro significado dos preceitos da Lei de Moisés: “eles não servem para satisfazer uma necessidade religiosa exterior a fim de nos sentirmos bem diante de Deus, mas para nos fazer entrar na relação de amor com Deus e com os irmãos”.

Isso também explica por que Ele diz que não veio para abolir a Lei, “mas para levá-la à perfeição”, enfatizou ainda o Vigário de Cristo.

Os mandamentos são um caminho para começar a conhecer a Deus

“O cumprimento da Lei é precisamente o amor, que realiza seu profundo significado e o seu fim último”. O Papa explicou que se trata de “adquirir uma ‘justiça superior’ àquela dos escribas e fariseus, uma justiça que não se limita à observância dos mandamentos, mas que nos abre ao amor e nos envolve no amor”. Para ilustrar esse ensinamento, Jesus examina certos preceitos da Lei que se referem a situações concretas da vida e, por meio de antinomias, destaca “a diferença entre uma justiça religiosa formal e a justiça do Reino de Deus”. Por um lado, ele recorda os preceitos deixados por Moisés: “Ouvistes o que foi dito aos antigos”, e, por outro, afirma: “Eu, porém, vos digo”.

Essa abordagem, enfatizou Leão XIV, é “muito importante”, indicando que “a Lei foi dada a Moisés e aos profetas como um meio de começar a conhecer a Deus e o seu projeto sobre nós e a história”. Mas agora “Ele mesmo veio ao nosso encontro na pessoa de Jesus, que cumpriu a Lei, tornando-nos filhos do Pai, e dando-nos a graça de entrar em relação com Ele como filhos, e como irmãos entre nós”.

Um grande amor

A lição a ser extraída das ações de Cristo é que “a verdadeira justiça é o amor, e que em cada preceito da Lei, devemos perceber uma exigência de amor”. De fato, observou Leão XIV, “não basta não matar fisicamente uma pessoa, se depois a matamos com palavras ou não respeitamos a sua dignidade”. Da mesma forma, acrescentou, “não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério, se nesta relação faltam a ternura recíproca, a escuta, o respeito, o cuidado mútuo e o caminhar juntos num projeto comum”.

Assim, o Papa concluiu, ressaltando que “o Evangelho nos oferece este precioso ensinamento: não basta uma justiça mínima, é preciso um amor grande, que é possível graças à força de Deus”. E, em seguida, convidou os fiéis a invocarem juntos a Virgem Maria – “que deu ao mundo o Cristo, Aquele que leva à perfeição a Lei e o projeto da salvação – para que Ela interceda por nós, nos ajude a entrar na lógica do Reino de Deus e a viver a sua justiça”.

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