Ângelus: a necessidade de infinito não pode ser confiada ao que é efêmero
“Nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus e não encontramos paz enquanto não descansarmos n’Ele” (cf. Confissões, I, 1.1).
Foto: Vatican Media
Redação (22/03/2026 12:10, Gaudium Press) O Papa Leão XIV, neste 5º Domingo da Quaresma – uma semana antes do início da Semana Santa –, comentou o Evangelho de São João que narra a ressurreição de Lázaro, quando Jesus ressuscitou seu amigo, irmão de Marta e Maria, que havia falecido em decorrência de uma doença.
“A Liturgia convida-nos a reviver, na Semana Santa que se aproxima, os acontecimentos da Paixão do Senhor – a entrada em Jerusalém, a Última Ceia, o julgamento, a crucificação e o sepultamento – para compreender o seu sentido mais autêntico e abrir-nos ao dom da graça que eles encerram”, enfatizou o Papa.
No caminho quaresmal, a ressurreição de Lázaro “é um sinal que fala da vitória de Cristo sobre a morte e o dom da vida eterna”, destaca Leão XIV, e que está “vivo em nós pela graça do Batismo”.
A graça de Deus ilumina o mundo, lembrou-nos o Papa, enquanto muitas vezes nos perdemos na busca por coisas que nunca poderão nos dar felicidade duradoura, como a busca constante por novidades que consome tempo, energias, valores e afetos, “como se a fama, os bens materiais, os divertimentos e os relacionamentos passageiros pudessem preencher nossos corações ou nos tornar imortais”.
Todos nós carregamos dentro de nós “uma necessidade de infinito”, concluiu ele, “cuja resposta que não pode ser confiada ao que é efêmero”. E como escreveu Santo Agostinho, “fomos feitos para Deus e não encontramos paz enquanto não descansarmos n’Ele”.
Por fim, o Papa encorajou os fiéis a perceber como o relato da ressurreição de Lázaro nos convida, com a ajuda e o poder do Espírito Santo, a “libertar nossos corações de hábitos, condicionamentos e formas de pensar que, como grandes pedras, nos aprisionam no sepulcro do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade”. Com efeito, “nestes lugares não há vida, mas apenas desorientação, insatisfação e solidão”.
Antes de recitar da oração do Angelus, o Papa invocou a intercessão da Virgem Maria para que Ela nos ajude a viver assim estes dias santos: com a sua fé, com a sua confiança, com a sua fidelidade, a fim de que também para nós se renove, todos os dias, a experiência luminosa do encontro com o seu Filho ressuscitado”.





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