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Aumenta o número de sacerdotes assassinados no México

México – Cidade do México (Terça-feira, 06-11-2018, Gaudium Press) Reflexo da violência no país, o México atingiu neste ano de 2018 a cifra de 7 sacerdotes assassinados, além de casos de sequestros, ataques violentos contra templos e atentados com explosivos. Os números seguem em crescimento alarmante. Durante o período entre 2006 a 2012 foram assassinados 17 sacerdotes. Já entre 2012 a 2018 o número aumentou para 26.

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Segundo o Padre Omar Sotelo, diretor do Centro Católico Multimídia, uma agência de notícias especializada no seguimento de ataques contra a Igreja no México, “não existe uma causa única, mas nos casos analisados vemos um ‘modus operandi’ de extorsão, sequestro, assassinato e mais tarde difamação da figura do sacerdote, dessacralizando-a”.

“Quando se assassina a um sacerdote está se lançando uma mensagem de que se é possível matar um padre então se pode matar qualquer um. Se consegue assim desestabilizar a comunidade e gerar uma cultura de silêncio que faz com que os cartéis da droga e o crime organizado fiquem à vontade”, acrescentou o Padre Sotelo.

Julieta Appendini, diretora da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, explica que os ataques começaram há 25 anos, com o assassinato de Dom Posadas, Arcebispo de Guadalajara, que demonstrava publicamente sua oposição à máfia das drogas. “Não é que os sacerdotes sejam um alvo fácil. Segundo as investigações, 80% dos casos de assassinato eram sacerdotes de áreas rurais, muito comprometidos com o desenvolvimento e que faziam forte oposição ao crime organizado”, ressalta.

Recentemente a casa do Cardeal Norberto Rivera Carrera, Arcebispo Emérito da Cidade do México, foi atacada por homens que tentaram invadir a propriedade. A segurança do purpurado conseguiu evitar o ataque, no entanto, um dos agentes de segurança acabou sendo morto na operação.

O Padre Sotelo recorda também dos assaltos a igrejas e roubo de objetos sagrados, uma prática também em aumento no país, entretanto, o sacerdote assegura que, apesar da grande quantidade de casos, não se pode falar de uma perseguição religiosa no México, como houve no início do século XX. (EPC)

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