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Lituânia: Papa visita museu e reza pelas vítimas da ocupação comunista

Vilnius – Lituânia (Segunda-feira, 24-09-2018, Gaudium Press) Após deixar a Catedral de Kaunas, onde se encontrou com os religiosos, o Pontífice voltou a Vilnius e, após a visita e uma oração feita no Museu das Ocupações e Lutas pela Liberdade, em na Capital lituana, o Papa Francisco concluiu uma das etapas de sua viagem aos países bálticos.

O Museu das Ocupações é o símbolo da dominação soviética, e na época foi sede dos escritórios da KGB e, sobretudo, no sótão, das prisões em que eram torturados e detidos os opositores do regime.

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Antes dos comunistas, os nazistas ocupavam o edifício. A Gestapo ocupou o local entre 1941 e 1944 com as mesmas finalidades da KGB.

Mais de mil pessoas perderam a vida naquele local entre 1944 e os anos 60.

Em 1992 o edifício foi reformado para se tornar um Museu em memória das vítimas que ali foram torturadas ou pereceram.
Hoje, é possível visitar cerca de 20 celas que ajudam a contar a história da perseguição e da reação de um povo aos totalitarismos. Duas destas cela impressionam pelos seus exíguos 60 centímetros quadrados cada uma.

Oração do Papa

O Papa acendeu uma vela nas celas 9 e 11 e visitou a sala de execuções.
Um bispo jesuíta, sobrevivente da perseguição e um descendente de deportados, junto com as autoridades, receberam o Papa que, na ocasião fez uma oração longa que transcrevemos excertos:

“‘Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonastes?’ (Mt 27, 46).
O vosso grito, Senhor, não para de ressoar, ecoando dentro destas paredes que recordam os sofrimentos vividos por tantos filhos deste povo. (…)

No vosso grito, Senhor, ecoa o grito do inocente que se une à vossa voz e se eleva para o céu.
É a Sexta-feira Santa do sofrimento e da amargura, da desolação e da impotência, da crueldade e do absurdo que viveu este povo lituano face à ambição desenfreada que endurece e cega o coração.

(…) Que o vosso grito, Senhor, nos liberte da doença espiritual que sempre nos tenta como povo: esquecer-nos dos nossos pais, de quanto viveram e sofreram.

(…) Que aquele grito seja estímulo para não nos adequarmos às modas do momento, aos slogans simplificadores e a toda a tentativa de reduzir e tirar a qualquer pessoa a dignidade de que Vós a revestistes.

(…)Senhor, que a Lituânia seja farol de esperança; seja terra da memória operosa, que renova os compromissos contra toda a injustiça.

 (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com informações Vatican News)

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