Jovens viverão a experiência do Caminho de Santiago na Semana Santa
Santiago de Compostela – Espanha (Quinta-feira, 30-03-2017, Gaudium Press) Pensando naqueles jovens que não participam ativamente da Semana Santa, sendo distantes das celebrações próprias deste tempo, a Arquidiocese de Santiago de Compostela, a partir do Departamento da Juventude, está organizando uma interessante iniciativa: trata-se do Caminho de Santiago da Semana Santa para jovens e universitários.
O propósito é aproveitar a experiência da peregrinação, que é imagem do caminho que cada pessoa realiza em sua existência, para fomentar a reflexão na Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
A peregrinação, a qual estão convocados jovens a partir dos 14 anos, começará no Domingo de Ramos -09 de abril-, e culminará no Domingo de Páscoa -16 de abril-. O ponto de encontro será o Seminário Menor de Tui onde se passará a noite, para no dia 10 seguir caminho em uma primeira etapa desde Tui até Porriño.
Dali, os jovens caminharão as seguintes etapas: Porriño – Redodela, Redondela – Pontevedra, Pontevedra – Caldas de Reis, Caldas de Reis – Padrón; e Padrón – Santiago de Compostela.
Justamente, na Catedral de Santiago de Compostela os participantes do Caminho da Semana Santa estarão presentes na solene Missa Pascal.
“O homem por sua própria natureza é um peregrino”
E é que o Caminho de Santiago de Compostela, com séculos de história, assim como outras peregrinações, representam a busca de sentido da vida; uma vivência que enriquece de modo especial aos jovens em tempo de Semana Santa.
Assim o descreveram os Bispos do Caminho Francês a Santiago de Compostela na Carta Pastoral “O Caminho de Santiago: busca e encontro”, que deram a conhecer em 2015.
No dito documento, os prelados assinalam: “O homem por sua própria natureza é um peregrino em busca de sentido. Não podemos fazer nossa vida sem uma meta que nos oriente, sem um objetivo que nos atraia e nos iluda. Uma vida sem sentido nos resulta insuportável. Mas nestes tempos de dúvida e relativismo, há muitas razões e a meta de sua existência que se tornaram incertas. Nós, bispos franceses e espanhóis do Caminho de Santiago, pensamos que a peregrinação à Compostela pode ajudar a encontrá-las”.
“A saída do próprio ambiente, o abandono das comodidades habituais, o esquecimento das obrigações cotidianas e da rotina diária, nos fazem ver que outro modo de vida é possível, que existem outros valores à parte dos que amamos. Por outro lado, o silêncio do caminho convida a meditar, seu ritmo pausado facilita a reflexão. A austeridade, a disciplina, o esforço sustentado, as privações que exige a longa marcha, supõem um senhorio do espírito que nos prepara para receber a luz”, continuam.
Também dizem que os amplos horizontes, as paisagens abertas que se apreciam “incitam à transcendência”, e o contato com a natureza, e sua multidão de cores, climas, amanheceres e entardeceres, “formularam inevitáveis perguntas sobre sua origem e autor (…) e convidam à busca do Deus escondido”.
Igualmente, assinalam que “a peregrinação nos ajuda a voltar-nos mais a Cristo, a seguir seu caminho, a aproximar-nos mais a Ele e interiorizar mais o Reino de Deus. Mas é também figura da vida do crente. Os cristãos somos peregrinos que ‘caminhamos na Fé’ ao encontro do Senhor. Sempre com bom ânimo seguimos seu caminho até chegar à pátria desejada; e, a exemplo da Virgem Maria, nos esforçamos em avançar em nossa peregrinação da Fé. Peregrinar é a melhor representação da vida cristã”. (EPC)





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