A Via Misericórdia: de Roma ao Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia
Cracóvia – Polônia (Terça-feira, 10-01-2017, Gaudium Press) Depois de peregrinar a pé desde Roma, Itália, ao Santuário da Divina Misericórdia em Cracóvia, Polônia, o Padre Wieslaw Lenartowicz se propõem instituir seu caminho como uma rota de peregrinação organizada: a Via Misericórdia. O desafio proposto é notável: igualar a enorme tarefa do presbítero de cobrir a pé os 1.770 quilômetros que separam a Santa Sé do importante Santuário polonês.
“Este ano foi muito rico em jubileus”, relatou o sacerdote a National Catholic Register. “Tudo começou com meu próprio jubileu: meu aniversário de 50 anos e meus 25 anos de sacerdócio. Assim pensei em fazer uma peregrinação”. As primeiras ideias foram uma peregrinação de Radom a Czestochowa ou continuar até Cracóvia, ou se associar aos Caballeros de Colón, a qual pertence, em seu décimo aniversário. Mas ao ser uma peregrinação de grupo a celebração não deveria ser um elogio pessoal.
“Deveríamos cavar mais fundo. É o Ano da Misericórdia e o aniversário dos Caballeros e o aniversário 1050 do Batismo da Polônia e todo o trabalho que temos que fazer com a Jornada Mundial da Juventude”, recordou. Por estes motivos, o sacerdote alterou a peregrinação, a localizou antes da JMJ e fixou sua origem em Roma para viajar até Cracóvia, aonde a Igreja estava convidando a todos.
Cada dia, os peregrinos percorreram de 19 a 28 milhas, rezando o Santo Rosário durante mais de duas horas por dia, pedindo pelas intenções dos fiéis da paróquia e os Caballeros de Colón. “Não tomamos simplesmente a rota mais curta entre Roma e Lagiewniki, mas seguimos os Santuários e cruzamos umas 50 Portas Santas”, indicou o sacerdote. A peregrinação cobriu a Via de São Francisco até Assis, e a de Santo Antônio até Pádua e a Via Sacra do Santuário Mariano de Mariazell, Áustria, até a cidade de Viena.
A dura experiência da caminhada motivou uma reflexão sobre o essencial da vida, a humildade até os demais e o apoio de numerosas pessoas que os acompanharam espiritualmente. A Via Misericórdia poderia ser dividida em quatro etapas (Roma a Florença – Florença aos Alpes – Norte da Itália através de Mariazel a Viena – Viena a Cracóvia) e uma rota curta poderia ser feita dentro da Polônia e constaria dos últimos cinco dias de percurso. “Queríamos que isto fosse realmente uma peregrinação espiritual”, concluiu. “Você não tem que caminhar mil milhas. É suficiente sair para caminhar e orar. Não se trata de quebrar recordes”. (GPE/EPC)





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