Cáritas Uganda responde a crise humanitária do Sudão do Sul
Bidi Bidi – Uganda (Quarta-feira, 09-11-2016, Gaudium Press) A Igreja Católica avança em sua tarefa de assistir aos milhares de refugiados do Sudão do Sul que atualmente se encontram no campo de Bidi Bidi, Uganda. Após o fracasso do processo de paz no mês de julho e a posterior escalada de violência, Uganda se converteu no principal receptor de refugiados do Sudão do Sul, criando um campo de refugiados que alberga agora aproximadamente 169 mil pessoas, convertendo-se no quarto maior campo do mundo.
O plano de ajuda aos refugiados da Cáritas Uganda foi lançado oficialmente no dia 22 de outubro e inclui uma distribuição massiva de sementes e ferramentas de agricultura para que os residentes do campo possam produzir alguns de seus alimentos e melhorar sua dieta com o consumo de vegetais. O Núncio Apostólico para Uganda, Dom Michael Blume, e o Bispo de Arua, Dom Sabino Odoki, supervisionaram pessoalmente a entrega dos alimentos no dia 26 de outubro e manifestaram a proximidade da Igreja às vítimas da guerra.
Dom Santo Luko Pio, Bispo de Juba, Sudão do Sul, reiterou seus chamados para que a povoação e os líderes atendam aos chamados de paz, mensagem que foi o centro de sua pregação na Solenidade de Todos os Santos. Entretanto, a Conferência de Bispos Católicos do sul da África emitiu uma mensagem sobre a trágica situação deste país. “A Conferência está entristecida principalmente pela morte desnecessária de inocentes, o deslocamento e a interrupção geral da vida normal”. Os Bispos recordaram que o conflito do Sudão do Sul foi tão prolongado que há pessoas que viveram toda sua vida em meio dele e reiteraram sua solidariedade com os povos afetados pela violência, animando a esperança afirmando que “agora mais escuro é o momento justo antes do amanhecer”.
As ajudas entregues pela Cáritas em Bidi Bidi nos primeiros dias do programa chegaram a mais de 10 mil ferramentas e 10 metros cúbicos de sementes vegetais. O programa estenderá suas atividades durante 12 meses e inclui assistência agrícola constante, elementos de higiene e de prevenção de pragas de mosquitos, assim como entretenimento de jovens em institutos técnicos regionais. Espera-se que a situação dos refugiados seja temporal, por quanto o programa está centrado em que estejam preparados para retornar ao Sudão do Sul enquanto a situação de ordem pública se estabilize. (GPE/EPC)





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