8 de março: feministas tentam incendiar uma Igreja no México
Após os atos de vandalismo no Templo de La Compañía durante a marcha do 8 de março, a comunidade católica de San Luis Potosí (México) respondeu com uma série de celebrações de reparação e desagravo.

Fotos: Facebook Iglesia Potosina
Redação (13/03/2026 09:32, Gaudium Press) O arcebispo dirigiu uma mensagem de pesar, esperança e responsabilidade, destacando que a violência não cura a violência e que as manifestações legítimas de protesto não devem degenerar em profanação ou confronto. Ele lembrou que os atos cometidos na Capela de Loreto e na Catedral constituem uma ofensa aos fiéis e ressaltou a necessidade de paz e justiça na sociedade.
Ele destacou que a Igreja deve acompanhar as mulheres vítimas de violência, desaparecimento e feminicídio, e enfatizou que a defesa da dignidade das mulheres e dos templos não são causas opostas, mas que ambas exigem respeito. Ele reiterou que a verdadeira paz é “desarmada e desarmante”, citando o Papa Leão XIV.
A comunidade católica de San Luis Potosí, no México, realizou uma série de atos litúrgicos de reparação. Estes, além de serem cerimônias religiosas, são a resposta simbólica da Igreja à grave profanação de um local sagrado e do patrimônio histórico do estado.
O que aconteceu no Templo de La Compañía?
No dia 8 de março, durante a marcha pelo Dia Internacional da Mulher (8M), um grupo de militantes feminista vandalizou a fachada do templo jesuíta histórico — patrimônio mundial da Unesco desde 2010. A porta principal foi forçada, incendiada e coberta de pichações. Uma réplica da primeira cruz jesuíta instalada na cidade também foi derrubada.
Graças à ação de fiéis que bloqueavam a entrada por dentro, as manifestantes enfurecidas não conseguiram invadir o interior do templo. Apesar disso, a fumaça do incêndio na porta invadiu o ambiente. Vale destacar que, desde outubro do ano passado, o templo estava em processo de restauração, financiado exclusivamente por doações da própria comunidade paroquial.
No dia seguinte, 9 de março, o pároco, padre Jorge Aurelio Ramírez, celebrou uma missa de desagravo.
Já no dia 11 de março, o arcebispo de San Luis Potosí, Mons. Jorge Alberto Cavazos Arizpe, presidiu outra missa de desagravo na Plaza de los Fundadores, bem em frente ao templo, com a participação de cerca de 2.000 fiéis. Antes da celebração ao ar livre, o arcebispo realizou um rito de reparação no interior: aspergiu água benta, abençoou novamente o altar, os retábulos e as imagens sagradas, estendendo o gesto também à Capela de Loreto e às portas danificadas do templo.
A jornada terminou de forma emocionante: os sinos do Sagrario Metropolitano de San Luis Potosí (também conhecido como Templo de La Compañía) e da Capela de Loreto repicaram em festa, acompanhados por aclamações de “Viva Cristo Rey!”. O arcebispo encerrou o ato conduzindo uma procissão com o Santíssimo Sacramento pela praça, em sinal público de fé e reconciliação.
A Arquidiocese anunciou que os danos materiais são reparáveis por meio de restauração especializada.






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