“A Cruz é salvação e força de Deus”, afirma Bispo do Paraná
Cornélio Procópio – Paraná (Quarta-Feira, 10/09/2014, Gaudium Press) Dom Manoel João Francisco, Bispo Diocesano de Cornélio Procópio, no Estado do Paraná, em que ele reflete sobre a Festa da Exaltação da Santa Cruz, que será celebrada pela Igreja no próximo domingo, dia 14 de setembro. Ele explica que a festa começou a ser celebrada em 335, século IV, portanto, quando foi inaugurada a Basílica que o Imperador Constantino mandara construir no alto do monte Gólgota, local onde Jesus tinha sido crucificado.
De acordo com o Bispo, o símbolo da Cruz sempre ocupou um lugar central na Fé dos cristãos, e por isso, conforme nos informa o Apóstolo Paulo, para os judeus os cristãos eram motivo de escândalo e para os pagãos, ocasião de chacota e zombaria. Afinal de contas, segundo as escrituras judaicas, era maldito todo aquele que fosse suspenso num madeiro.
“Os pagãos, por sua vez, consideravam a Cruz, além de antiestética, indecente e perversa. Cícero, uma das inteligências mais brilhantes do Senado Romano, declarou que ‘a Cruz devia ficar longe dos corpos dos cidadãos romanos, e também dos seus pensamentos, dos seus olhos e dos seus ouvidos'”, destaca.
Ainda segundo Prelado, para os cristãos a Cruz é salvação e força de Deus, pois através de sua morte na Cruz, Jesus se identificou com todos os crucificados da terra, tomando sobre si o sofrimento deles. Dom Francisco afirma que se estava com eles no sofrimento, não os deixaria na sua ressurreição: está aqui o sentido e o fundamento da esperança de todos que com Fé assumem e carregam a Cruz de seus sofrimentos.
“Porém, é preciso estar atento. Sempre existe o risco de idolatrar a Cruz. Através da história, em muitas oportunidades, ela foi usada para justificar os abusos e os interesses daqueles para quem o estômago era deus e o vergonhoso era glória”, completa.
Além disso, o Bispo ressalta que para ser seguidor e discípulo de Cristo, a condição é assumir a Cruz. “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua Cruz, cada dia, e siga-me”, disse Jesus (Lc 9,23). Para o Prelado, a proposta é a mesma para todos – pobres e ricos, servos e senhores, homens e mulheres – mas se dirige de forma diferenciada para uns e outros.
Por fim, Dom Francisco enfatiza que os cristãos ao acolherem a Cruz de Jesus o fazem como protesto contra a miséria e como compromisso com a luta por mais dignidade e mais humanização.
“Ao acolherem a proposta da Cruz os cristãos se deixam conduzir para dentro do sofrimento de Cristo e com ele assumem toda a dor do mundo para libertá-lo desta mesma dor. Como São Paulo, os cristãos trazem em seus corpos a agonia de Jesus na Cruz a fim de que a vida de Jesus se manifeste, não apenas em suas vidas, mas também na vida dos irmãos e de toda a criação”, conclui. (FB)
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