Os cinco desafios do Congresso Eucarístico na Bolívia
Santa Cruz – Bolívia (Sexta-feira, 05-09-2014, Gaudium Press) Em um encontro de umas mil pessoas o Arcebispo de Santa Cruz (Bolívia), Dom Sergio Gualberti, inaugurou o Congresso Eucarístico Arquidiocesano, um evento que destacou como “uma festa de toda nossa Igreja Arquidiocesana, em torno de Cristo, Nosso Senhor e Mestre, presente na Eucaristia”. O Congresso contará durante esta semana com Adoração Eucarística durante as 24 horas do dia nos templos designados e numerosas atividades de oração e formação.
Na abertura destas jornadas especiais, Dom Gualberti explicou os objetivos e desafios que a Igreja local deseja enfrentar através da devoção eucarística e o significado que o Congresso Eucarístico tem para os católicos. Explicando em palavras simples o acontecimento, diferente em suas características aos congressos acadêmicos e de outros tipos, o prelado afirmou que “é como uma grande parada na qual nossa Igreja local se detém em adoração a Cristo Eucaristia, com o fim de que Santa Cruz se impregne a fundo deste mistério de amor e de vida”. Também destacou que não é uma convocatória de delegados ou representantes, mas um convite aberto a todos os fiéis, aos quais exortou a “reunir-nos para agradecer ao Senhor o maior tesouro que nos deixou: a Sagrada Eucaristia”.
Os desafios
O Arcebispo indicou cinco pontos principais que poderiam entender-se como os desafios ou os frutos espirituais esperados do Congresso Eucarístico. O primeiro deles é um progresso em “aprofundar e valorizar a Eucaristia -presença real de Cristo- enquanto testemunho da fidelidade de Cristo”. Isto se deve expressar em um sair “fortalecidos por Cristo Eucaristia particularmente pelos momentos fortes de adoração perpétua”. O segundo desafio é um renovado compromisso evangelizador que leve a mensagem da salvação a todos os rincões da Arquidiocese. Segundo o prelado, a adoração não se encerra ao crente, mas o impulsiona a sair e irradiar sua Fé.
Um terceiro objetivo é aprofundar e revitalizar a participação na liturgia da Eucaristia, especialmente no dia de domingo. Esta prática deve ser “viva e participava”, comentou Dom Gualberti, além de ser uma “celebração digna que valoriza os sinais, celebração que faça visível a única mesa da palavra e da Eucaristia, celebração viva como sinal de Caridade que orienta a presença e missão da Igreja em nossa sociedade”. Como quarto desafio, o Arcebispo apresentou o Congresso Eucarístico como uma oportunidade para estender a devoção e a adoração à Sagrada Eucaristia de forma adicional a Santa Missa. Exemplo disto é a implementação da adoração perpétua em vários lugares, assim como a programação de Horas Santas e outras atividades devotas.
Finalmente, o prelado indicou que o Congresso Eucarístico deve ser aproveitado para pedir a Deus um aumento nas vocações sacerdotais e religiosas, que devem ser também santas e entregues ao serviço da Igreja. “Que ninguém falte nesta semana e que sejamos missionários convidando a outras pessoas para que participem no Congresso e juntos possamos experimentar a presença próxima de Cristo”, animou Dom Gualberti. O Arcebispo descreveu essa experiência da proximidade de Deus como “uma presença que é esperança, uma presença que é fortaleza, uma presença que é solidariedade e amor para com todos e uma presença que nos impulsiona a sair às periferias físicas e humanas que necessitam a luz e o calor do Evangelho”. (GPE/EPC)





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