O pluralismo não obriga a retirar Deus da vida pública, adverte Bispo das Filipinas
Manila – Filipinas (Quarta-feira, 03-09-2014, Gaudium Press) O Presidente da Conferência de Bispos Católicos de Filipinas (CBCP), Dom Sócrates Villegas, denunciou que a declaração da visão do Ministério de Educação deste país foi alterada recentemente para despojá-la de sua alusão a Deus. “Já não há menção de Deus”, afirmou o prelado, “nem do saudável temor a Ele que é o início de toda a sabedoria, nos diz a escritura”. Esta mudança foi descrita como “desafortunada” e como fruto de uma má compreensão do que significa o respeito da pluralidade nas instituições oficiais.
“O respeito pelo pluralismo não obriga a sociedade civil a extirpar o nome de Deus da vida pública”, esclareceu o Arcebispo, “especialmente quando a maioria dos filipinos segue reconhecendo a soberania de Deus e confiando em sua Divina Providência”. Dom Villegas fez este esclarecimento devido a pressão de grupos laicistas sobre o governo nacional, que afirmaram que a redação anterior violentava o chamado “princípio de secularismo”. Para a Igreja, esta não é uma reclamação justa, já que o direito a reconhecer e amar a Deus “não pode causar dano a ninguém, crente ou não”.
O Ministério de Educação respondeu às críticas despertadas pelas mudanças introduzidas afirmando que apesar da visão não mencionar a Deus, na exposição dos valores da organização se inclui a expressão “Maka Diyos” (Para Deus) e que a totalidade dos documentos devem entender-se em conjunto. Em sua explicação, o Ministério reconheceu que a visão busca “permear e afetar a forma como nos comportamos e como encontramos soluções a assuntos complexos”. Esta transcendência foi precisamente a que motivou a reação da Igreja.
A Conferência de Bispos pediu aos fiéis que trabalhem no setor educativo público não abandonar seu chamado à evangelização. “Não se cansem de ensinar que Deus é o início e o fim de todas as coisas, que Ele é o Pai que deseja que todos tenham vida e a tenham em abundância!”, exortou Dom Villegas. “Isto, queridos professores de escolas públicas, é sua missão particular na vida da Igreja, a dignidade de seu chamado como evangelizadores em meio do mundo e suas preocupações”.
“Este é um desafio de particular urgência neste Ano do Laicato”, concluiu o Presidente da CBCP. “Defendam a Deus. O temor de Deus é o início de toda sabedoria”. (GPE/EPC)





Deixe seu comentário