Iniciativa para revitalizar templos históricos nos EUA supera as expectativas
Detroit – Estados Unidos (Segunda-feira, 25-08-2014, Gaudium Press) Um dos problemas mais comuns para a Igreja nas grandes cidades é manter as paróquias cujas comunidades mudaram notavelmente pela transformação urbana. Templos históricos de grande beleza e tradição aos poucos ficam desprovidos das comunidades de famílias que os sustentavam e, no caso dos Estados Unidos, alguns devido a serem fechados por ausência de recursos e vida pastoral. No entanto, uma iniciativa na cidade de Detroit, que replica a posta em marcha em outras cidades, busca dar nova vida a estes lugares sagrados, e tem tido uma acolhida que superou notavelmente as expectativas.
Trata-se do “Mass mob”, um movimento que convida os fiéis a assistir a Missas programadas em templos com baixa assistência ou onde já não se celebra o sacramento, mas que seguem sendo lugares sagrados de extraordinária beleza e herança cultural. O grupo de Facebook que convoca as Missas é administrado pelo empresário Thom Mann, que está convencido que os católicos querem sim conservar e dar nova vida aos belos templos que se encontram vazios, mas que necessitam um pouco de motivação para colocar-se em marcha.
Redescobrir os tesouros
Enquanto lia em um jornal uma história sobre como se convocava para este tipo de Missas na cidade de Búfalo, o leigo Anthony Battaglia viu que era possível replicar a ideia. “Poderíamos ter um projeto assim em Detroit, tudo o que necessitamos é alguém que o organize”, refletiu, segundo relatou a The Catholic Sun. “Eu tinha a experiência emmeios sociais”, pensou. “Por que não ser o organizador?”. Logo encontrou a outros católicos que trabalhavam para ajudar aos templos que apesar de serem autênticas joias de arquitetura e arte sacra estavam praticamente vazios.
A equipe se formou e Battaglia, Mann, AnnaMarie Barnes e Jeff Stawasz colocaram mãos à obra nas redes sociais. O primeiro passo era dar a conhecer o grande tesouro que representam os templos históricos. “Não só é uma grande experiência espiritual”, comentou Battaglia, “mas que chega-se a conhecer muito sobre a história desta comunidade, a história das igrejas em Detroit, da gente que veio aqui, algumas de suas lutas e o que requiriu-se para a criação de alguns destes enormes templos”. Para o secular, inclusive os não crentes são capazes de admirar este grande valor.
Uma ideia cobra força
Uma primeira Missa celebrada na igreja de Santa Jacinta com 150 pessoas no dia 06 de abril foi a primeira experiência de um impulso que vai cobrando cada vez mais força. O templo de São Carlos Borromeu acolheu 400 pessoas, e logo o de São José recebeu a 900. O templo do Dulcíssimo Coração de Maria se encheu com 1.800 fiéis e na mais recente Eucaristia, celebrada em São Alberto, dois mil crentes encheram de tal modo o templo que haviam pessoas fora das portas do sagrado recinto.
Estes paroquianos extraordinários deixam contribuições que estas paróquias necessitam angustiosamente, mas apesar deste logro e do fato de que os templo podem recobrar por um momento sua antiga vitalidade, a iniciativa busca mais do que isso. “O objetivo não é simplesmente que todos cheguem um domingo a Missa”, explicou Mann. “Trata-se de trazer de volta as pessoas à Fé, e ver o que sucede. Na igreja que assisto, São Carlos Borromeu, tivemos um aumento na assistência. Não temos tido 400 pessoas a cada domingo (a quantidade registrada no dia do evento), mas usualmente temos 100 pessoas e o último domingo tivemos 150”.
O último encontro em São Alberto foi especialmente significativo, porque significou voltar a celebrar a Eucaristia de domingo em uma paróquia que já havia sido fechada e que se encontra a cargo da Associação de História Polonesa Americana, que arrecada fundos para seu mantimento material. A oportunidade de participar no sacramento e de apreciar a grande beleza do lugar na liturgia para a qual foi criado é um atrativo que demonstrou ter muita força. “Primeiro pensávamos que realizá-lo uma vez por mês seria demasiado, como encheríamos o lugar?”, comentou Mann. “Mas agora estamos em superlotação”. (GPE/EPC)





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