Gaudium news > VÍDEO – Bento XV, o Papa da I Guerra Mundial

VÍDEO – Bento XV, o Papa da I Guerra Mundial

Roma – (Quinta-feira, 17-07-2014, Gaudium Press) – A guerra que pôs fim à Belle Èpoque e destruiu os impérios Austro-Húngaro, Otomano e Prussiano, está completando 100 anos.

O Papa que viveu a chamada “Primeira Guerra Mundial” foi Bento XV. Ele procurou a paz e foi esquecido pela História.

A Igreja, porém, não o esqueceu. Padre Bernard Ardura, Presidente do Pontifício Comitê para as Ciências Históricas recorda que “Bento XV é um Papa desconhecido, quase esquecido. Foi Bento XVI quem o relembrou quando explicou ter tomado o nome de Bento por causa de São Bento, padroeiro da Europa, mas, também, por ser o nome de Bento XV, que foi um artífice da paz”

Num mundo exacerbado pelos nacionalismos, este Papa quis difundir a sensatez e a prudência entre os combatentes fazendo numerosos apelos para a paz. Sua primeira encíclica, “Ad beatissimi Apostolorum” foi coerente com seu pensamento: era um convite para a paz.

Padre Bernard diz que encíclica “Está centralizada na paz, na necessidade da paz, em benefício da paz e também no dever de cultivar a paz, promover a paz e, sobretudo, evitar motivos para o conflito. É também um chamado para a justiça porque justiça e paz andam juntas. Uma paz injusta é a promessa de uma guerra”.

Foi, aliás, algo sobre o que Bento XV advertiu e que depois, lamentavelmente transformou-se em realidade.

O Tratado de Versalhes, que pôs fim à Guerra de 1914-1918, não foi mais que o germe que conduziu à Segunda Guerra Mundial.

O Presidente do Pontifício Comitê para as Ciências Históricas afirma que o Vaticano não permaneceu neutro com relação à Guerra: “Ele não ficou fora do conflito. Por isso propõe elementos para pôr em marcha um caminho para a paz que comporta o cessar simultâneo da ofensiva e depois um desarmamento coordenado das partes. Obviamente, não se ouviu o Papa”.

E mesmo que o mundo não o tenha ouvido, Bento XV não deixou de trabalhar pela paz. Ele foi um dos artífices da chamada “trégua de Natal”, uma breve interrupção dos combates entre alemães e britânicos nas diversas frentes de batalhas no Natal de 1914.
Na noite de 24 de dezembro o ódio e a violência deram lugar aos cânticos natalinos e a decoração de Natal nas trincheiras.

O Papa Bento XV tornou-se, então, um autêntico Pontífice: uma ponte favorecedora da paz entre povos beligerantes. A Turquia foi uma das nações que reconheceram isso nele.
Os turcos ergueram um monumento para honrar Bento XV, recordando-o como um pai “benfeitor dos povos”. (JSG)

Clique aqui para ver o VÍDEO

Da Redação, com informações RomeReports

Deixe seu comentário

Notícias Relacionadas